O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) não admite oficialmente, mas na Secretaria Municipal de Saúde a ordem é suspender todas as inaugurações previstas para o início do ano que vem. Entre elas, a da UPA (Unidade de Pronto-atendimento) do Aeroporto e de duas novas UBSs. O motivo é a decisão da Justiça do Trabalho que proibiu a Prefeitura de contratar uma OS (Organização de Saúde) para assumir a administração e os atendimentos nos dois prontos-socorros da cidade.
A Justiça considerou a medida ilegal, afirmando que a saúde é serviço essencial do Estado e não pode ser transferida para terceiros. Além disso, entendeu que o prefeito estaria usando a mão-de-obra da OS para não ter de contratar mais médicos.
A intenção de Alexandre era de que a OS assumisse todos os serviços nos prontos-socorros. Com isso, os servidores que hoje trabalham nestes locais seriam transferidos para as unidades inauguradas e não haveria a necessidade de novas contratações.
Com a decisão da Justiça, as transferências também estão proibidas. Como Alexandre não quer contratar para não ultrapassar o limite estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal para os gastos com pessoal, o jeito foi suspender as inaugurações e recorrer da decisão judicial.
O prefeito foi procurado para comentar o assunto, mas afirmou que não falará sobre questões judiciais.
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