Viajar com chuva


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Diversos fatores de risco tornam as estradas perigosas no fim do ano. O grande volume de carros e a maior incidência de motoristas embriagados geralmente são os problemas mais lembrados, mas há um agravante: o verão costuma ser extremamente chuvoso. O condutor deve ter cautela redobrada para manter a segurança mesmo em uma pista escorregadia e sem visibilidade.
 
Os cuidados têm que começar antes de tirar o carro da garagem. Viajar com veículo sem vistoria é irresponsabilidade com a própria vida e dos demais motoristas. Pneus têm que estar calibrados e em bom estado. Freios devem ser inspecionados regularmente. Desde meados deste ano montadoras se obrigam a incluir sistema antitravamento de freios (ABS) e airbags como itens de série. É tardio, mas demonstra avanço. Faróis também exigem manutenção constante. Sob chuva de maior intensidade, farol baixo. Isso evita ofuscamento na visão de outros condutores. Os limpadores de pára-brisa, desembaçador e sistema de sinalização completam os cuidados.
 
Nos primeiros minutos de temporal, a atenção já deve ser total. Água, óleo e sujeira da pista geram deslizamentos. A velocidade tem que ser reduzida e aumentada a distância com o veículo da frente, sobretudo ônibus e caminhões. Ultrapassagens e freadas bruscas não são recomendadas. 
 
Há possibilidade, também, de aquaplanagem, a perda total de aderência do pneu com o solo. De forma alguma deve-se utilizar freio sobre poças. Em caso de granizo ou tempestade, o ideal é procurar local seguro para manter o carro estacionado até que as condições melhorem. Parar em acostamento deve ser evitado, pois pouca visibilidade representa alto risco de acidentes, mesmo com utilização de triângulo e pisca-alerta. São cuidados simples, mas necessários. A recompensa vem com um fim de viagem sem preocupações.
 
Ricardo Leptich
Gerente de Vendas e Marketing da Divisão de Lâmpadas Automotivas e Especiais da Osram

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