Um levantamento divulgado na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que Franca é a cidade com o segundo menor número de mortes violentas entre 22 municípios com mais de 300 mil habitantes. Em 2013, morreram de forma violenta na cidade 165 pessoas. Os dados abrangem as mortes por acidente de trânsito, homicídio, suicídio, queda acidental e outros tipos de acidentes registradas nos cartórios da cidade no ano passado. Deste total, 75,8% foram homens e 16% tinham idades entre 14 e 24 anos.
O total de mortes violentas na cidade está abaixo das médias nacional e estadual. No Brasil, o percentual de pessoas que perderam suas vidas por causa externas ou violentas é de 9,97% do total de óbitos registrados. No Estado de São Paulo, esse percentual cai para 8,58%. Em Franca, é de 6,95%. A única cidade grande a ter o número de mortes violentas menor do que o de Franca é Carapicuíba, com 140 óbitos registrados.
O levantamento divulgado pelo IBGE também mostrou outro dado interessante. Nos últimos dez anos, o número de pessoas que morrem de forma violenta na cidade vem caindo, apesar do crescimento populacional e da sensação de aumento da violência. Em 2004, foram registradas em Franca 203 mortes violentas, no ano passado foram 165, uma queda de 18,7%.
Para o delegado assistente da Delegacia Seccional da Polícia Civil e chefe do Serviço de Inteligência, Daniel Radaeli, o número só não foi ainda menor porque os acidentes de trânsito com vítimas em Franca ainda preocupam. “A grande maioria destas mortes tem relação com os acidentes de trânsito na cidade, que ainda são muitos. Precisamos melhorar nossa fiscalização, a conscientização dos motoristas e as condições das vias”.
Sobre a violência propriamente dita, o delegado disse que a taxa de homicídios na cidade é a menor do Estado quando comparada com o total populacional. “Se neste levantamento fossem consideradas apenas as mortes por homicídio, Franca estaria em último na lista porque temos a menor taxa”.
O delegado disse que é difícil apontar um único item como o responsável pela queda nas mortes violentas. “É um conjunto de ações, que vão desde medidas preventivas por parte da Polícia Militar como o Proerd, que atua nas escolas, até a ação de ONGs nos bairros mais periféricos, que auxiliam na questão social que está diretamente ligada à violência”.
Radaeli também destacou o trabalho da Polícia Civil no esclarecimento dos homicídios. “Somos uma das delegacias com melhor percentual de resolução de homicídios. Nossa média é de 85% de assassinatos resolvidos.”
Para o futuro, o delegado disse que, de acordo com os dados da Polícia Civil, a posição de Franca deve se manter. “Neste ano, não registramos aumento significativo dos casos de homicídios e nem nos acidentes com mortes.”
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