Um casal foi preso, na noite de terça-feira, 16, acusado de porte ilegal de arma de fogo. A localização do armamento aconteceu durante operação da Força Tática, no Jardim Guanabara. A informação era de que uma mulher estava vendendo armas em um salão de manicure e no estabelecimento havia um homem interessado no negócio.
Segundo a polícia, uma professora de 35 anos estava no local quando foi abordada tendo consigo uma pistola 635, com a numeração raspada e oito munições intactas. Indagada, a mulher afirmou que a pistola era de um homem com quem manteve relacionamento. Ela ainda revelou a existência de uma segunda arma na casa do acusado. A professora também confirmou a tentativa de venda, porém disse não ter obtido êxito na negociação.
O homem, um servente de pedreiro de 25 anos, que seria o possível comprador da arma, foi localizado nas proximidades e declarou ter recebido uma mensagem no celular com a proposta e, por isso, esteve no salão, pois desejava olhar a arma. A compra só não foi realizada por ele não ter R$ 1,5 mil. O pedreiro prestou depoimento e acabou liberado em seguida. “O rapaz, que tentava comprar a arma não ficou preso, já que estava apenas na fase que chamamos de cogitação de crime”, disse o capitão Hélder, responsável pela operação da PM.
Com o endereço do acusado de ser o proprietário das armas em mãos, os policiais se deslocaram até o imóvel onde encontram e apreenderam a segunda arma, ou seja, um revólver calibre 32 e munições diversas. Esta arma também tinha a numeração suprimida.
Segundo a PM, o proprietário das armas, que se identificou como vigilante, foi localizado em Batatais. Ele recebeu voz de prisão de uma equipe da PM daquela cidade e foi conduzido a Franca, onde acabou apresentado no Plantão Policial juntamente com a ex-mulher. O vigilante afirmou que as armas eram para proteção por conta de sua profissão. No local, ambos tiveram a prisão ratificada.
“Em virtude da supressão da numeração do armamento, o crime é inafiançável sendo o casal recolhido”, disse o policial. O homem foi encaminhado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) e a mulher, à cadeia pública do Jardim Guanabara.
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