Que o relacionamento entre o presidente da Câmara Jepy Pereira (PSDB) e a vereadora Valéria Marson (PSDB) não é bom, não é segredo. Mas na sessão desta terça-feira os desentendimentos ficaram explícitos. No início da discussão do projeto que muda a forma como os médicos são pagos, Valéria pediu para fazer um aparte durante o discursos de Márcio do Flórida (PT), que defendia as emendas. Mas, com a anuência de seu colega, Valéria acabou ultrapassando os 60 segundos regimentais e criticou a forma como o projeto foi enviado à Câmara. “Aqui não pode ser a casa da sogra”, disse.
Bastou para que Jepy a interrompesse. “A casa da minha sogra é muito organizada. Inclusive, sou bem recebido lá e aproveito para ler o Regimento Interno da Câmara, coisa que a vossa excelência deveria fazer”.
Não ficou sem resposta. “Então, o senhor deve visitá-la mais vezes porque se o senhor lesse tanto o regimento talvez evitasse a enxurrada de processos a qual responde”. Sem graça, Jepy insinuou que Valéria só não responde a processos por ser protegida, mas não disse por quem. “A senhora só não tem mais processos porque seguraram muita coisa sua”, respondeu, sem mais esclarecimentos.
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