Escoamento da chuva afeta casas de moradores no Palma


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Barreira incompleta faz com que água da chuva acumule nos muros das residências. A aposentada Péula Maria da Silva Bueno perdeu os móveis de sua casa anos atrás e não quer que situação se repita. A Prefeitura promete resolver problemal
Barreira incompleta faz com que água da chuva acumule nos muros das residências. A aposentada Péula Maria da Silva Bueno perdeu os móveis de sua casa anos atrás e não quer que situação se repita. A Prefeitura promete resolver problemal
Moradores do Jardim Palma têm convivido com o medo de verem o muro de suas casas cair e terem suas residências inundadas. A falta de parte de uma barreira construída pela Prefeitura de Franca, na calçada da rua Antônio Marcos, contribui para o problema.
 
A função dessa contenção é desviar a água da chuva dos muros dos imóveis, mas a obra está incompleta. A barreira de concreto foi construída ao longo da rua, no entanto deixou uma área exposta à ação da água. Um trecho do local, destruído por uma batida de carro, também nunca foi reparado.
 
Uma das casas afetadas é a da aposentada Péula Maria da Silva Bueno, 63, que mora há 23 anos no bairro. Nesse tempo, ela já teve que reformar o muro de sua residência pelo menos três vezes por problemas de infiltração e risco de desabamento. O muro de sua casa faz limite com um barranco de terra. Com as chuvas, a água desce pelas ruas do bairro e desemboca no local, prejudicando a barragem do quintal da aposentada. A parede do último cômodo nos fundos da casa é uma prova do problema. A construção fica umedecida e está embolorando.
 
“Em 2008, a Prefeitura começou a construir uma barreira de proteção e não terminou. Há cerca de um mês, fiz uma solicitação, mas não resolveram ainda. Se continuar assim, o muro poderá cair de novo e até causar um acidente”, disse a aposentada. Segundo Péula, seu filho já foi pessoalmente na Prefeitura pedir que completem a obra de contenção, mas até agora nenhuma ação efetiva foi realizada.
 
A falta de bocas de lobo no bairro acima, o Jardim do Éden, é outro fator que pode estar intensificando a força e o volume da chuva que escoa pelas ruas. “No Éden tem pouca boca de lobo, aí a água desce tudo para cá”, completou Péula.
 
Em 2005 ela perdeu móveis e eletrodomésticos ao ter sua casa invadida por água e barro. A aposentada registrou tudo em fotos e ainda tem a triste lembrança viva na memória. “Desde que construí minha casa tenho problemas. Nove anos atrás perdi tudo porque inundou todos os cômodos. Se você não paga imposto, você pode perder sua moradia, mas se você paga, temos que aguentar problemas como esse. Já pensei até em mudar, mas foi difícil pagar essa casa”, desabafou a aposentada.
 
Além do imóvel de Péula, outra casa vizinha é afetada pelas águas das chuvas por ficar sem a proteção da barreira de contenção. “Se a parede da casa vizinha cair, a terra vai derrubar tudo. No bairro já teve gente que se machucou em anos anteriores por causa de muros que caíram. A gente tem criança em casa, fica com medo”, disse.
 
Prefeitura
O secretário de Serviços e Meio e Ambiente, Ismar Tavares, disse que está ciente da situação e enviará uma equipe assim que possível para resolver a questão da barreira. “Estamos estudando esse fato e logo vamos resolver. Funcionários já foram na sexta-feira olhar e estamos organizando para ver o que pode ser feito”, afirmou o secretário.
 
De acordo com Tavares, não há um prazo definido para a ação da Prefeitura no local.

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