Ainda lidando com os inúmeros problemas e queixas na Saúde e Educação, para 2015 o prefeito não previu nenhuma grande obra de mobilidade ou infraestrutura. A que deve consumir mais recursos será o alargamento do Córrego Cubatão, no trecho onde foi construído o Viaduto Dona Quita. Inicialmente orçada em R$ 2 milhões, a obra agora não deverá sair por menos de R$ 3,5 milhões. Segundo o parecer dos próprios engenheiros da Secretaria de Planejamento e Urbanismo, a obra deveria ter sido feita antes da construção do viaduto em 2012, o que não ocorreu. A administração do então prefeito Sidnei Rocha (PSDB) tentou fazer um aditamento no contrato do viaduto para a execução da obra, mas desistiu depois de apontamentos do Ministério Público Estadual. Quase dois anos se passaram e agora a obra volta à programação da Prefeitura. E será só. Qualquer outra alteração nos planos de investimentos na área de infraestrutura dependerá da liberação de recursos dos governos estadual ou federal.
Ainda tentando minimizar o desgaste de seu governo, o prefeito deverá manter a Operação Tapa-buraco. A princípio, a ideia é intensificar as ações no início do ano. A Assessoria de Comunicação não informou quanto será investido neste primeiro semestre, mas garantiu que o serviço não sofrerá cortes. O programa de instalação de defensas nas margens dos córregos da cidade também será mantido, mas sua execução e conclusão demoram. A previsão é que no final do ano que vem as margens estejam protegidas contra a queda de pessoas e veículos.
Na área de Segurança, a intenção é instalar o monitoramento eletrônico, com 20 novas câmeras e o aperfeiçoamento do sistema de acompanhamento das imagens geradas. Os recursos para o projeto vêm do governo federal e, de acordo com a Prefeitura, estão em fase de liberação.
Na área social, o plano para 2015 está centrado em três ações. A primeira é a instalação da Casa da Mulher Vitimizada, para atender mulheres vítima de violência doméstica. A outra é a instalação de três novas casas abrigo para menores vítimas de maus-tratos. A Prefeitura incluiu também o programa Bom Prato como uma de suas ações. Mas vale lembrar que esse é um programa do Estado, que assumiu as despesas decorrentes do funcionamento do restaurante. O município vai arcar apenas com o aluguel por 15 meses, no valor de R$ 11 mil por mês.
Na área de esporte e lazer, os investimentos serão direcionados para a construção de academias ao ar livre em 10 praças da cidade e na reforma dos Centros Esportivos existentes em nove bairros.
A Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que a decisão de que áreas e quais projetos serão priorizados foi tomada a partir de estudos feitos pelas secretarias municipais. Foram levados em consideração a demanda apresentada, número de pessoas beneficiadas e recursos disponíveis. Para a Prefeitura, apesar da projeção de investimentos ser bem menor que a de 2014, o montante ainda é significativo e deve impactar na economia da cidade com a geração de empregos.
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