Os acusados de integrarem a organização criminosa especializada em falsificar agrotóxicos vão continuar na cadeia por tempo indeterminado. A Justiça decretou, no fim da tarde de ontem, a prisão preventiva de 20 dos 22 presos. Responsável pelo pedido, o Ministério Público requisitou a soltura dos motoristas por estarem contribuindo com as investigações.
A quadrilha foi presa na sexta-feira, 5, durante a operação que também resultou na apreensão de mais de 60 veículos, lancha, dois jet skis, cinco armas e defensivos agrícolas. A prisão temporária de cinco dias, que já havia sido prorrogada por igual período, venceria à meia-noite deste domingo. Se a preventiva não fosse concedida, todos seriam soltos segunda-feira.
“A prisão preventiva significa que os acusados vão aguardar a instrução processual no cárcere até a sentença. A Justiça, no entanto, pode revogar a preventiva quando julgar necessário. Hoje, a Polícia Civil comemora, juntamente com o Ministério Público, esta decisão do juiz da Comarca de Franca”, disse o delegado Leopoldo Gomes Novais. “Pelos fortes indícios de autoria e grande quantidade de prova recolhida, conseguimos provar ao Poder Judiciário que esta quadrilha agia em todo o território nacional e que os integrantes arquitetavam a forma de produção e revenda”, completou.
A decisão judicial é um atestado à eficiência do trabalho realizado por policiais e promotores e, segundo o delegado, também a confirmação de que não há dúvidas em relação ao envolvimento dos integrantes da quadrilha na produção, distribuição e venda de defensivos agrícolas falsificados. “Se houvesse algum tipo de dúvida a respeito da participação de alguma pessoa, o juiz, certamente, não decretaria a preventiva. Agora, estas pessoas continuarão custodiadas para uma tranquila instrução processual, ou seja, temos a garantia da ordem pública, nenhuma testemunha será ameaçada.” Os presos estão divididos nas cadeias de Franca e Batatais.
Com a decretação da prisão preventiva, as autoridades começam uma nova etapa da investigação para apurar a eventual existência do crime de lavagem de dinheiro por parte dos acusados. Os policias sabem que a quadrilha investiu em veículos de luxo, imóveis de alto padrão, estacionamentos e empresas do ramo de alimentos.
Segundo a polícia, empresas fantasmas foram abertas para a produção e geração de notas fiscais falsas. “Para a Polícia Civil e para o Ministério Público, esta nova etapa da investigação ocorrerá de uma forma muito tranquila. Teremos o tempo necessário, com os suspeitos presos, para finalizarmos a produção destas provas e concretizarmos que eles se utilizavam do dinheiro oriundo do crime para convertê-los em bens de natureza lícita”, concluiu o delegado.
Os veículos apreendidos durante a operação também vão continuar recolhidos à disposição da Justiça. Os sete acusados de integrarem a quadrilha e que não foram localizados são considerados foragidos. Denúncias a respeito podem ser feitas pelo telefone (16) 3722-2520.
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