O fim das lâmpadas incandescentes não é opção isolada brasileira. Trata-se de uma escolha mundial para reduzir o consumo de energia elétrica, a geração de calor e emissão do CO2 que ocasiona o efeito estufa.
O excesso de seu descarte contamina o meio ambiente. Na Europa a ação de eliminação quase que total da incandescente levou três anos e encerrou-se em 2012. E em outros países a escolha foi banir essa lâmpada de uma única vez, começando por Cuba em 2005.
Os Estados Unidos proibiram a fabricação no começo de 2014, precedido pela Argentina em 2011 e Austrália em 2010, entre outros.
Em um lar brasileiro a iluminação representa ao redor de 15% de todo o gasto com energia, segundo estudo de 2007 da Eletrobrás.
Todavia, esse percentual está mais baixo na atualidade, com registros sistemáticos de substituição do uso das incandescentes atestados pelos índices crescentes de vendas das econômicas compactas fluorescentes e LED que duram, respectivamente, 6 e 25 vezes mais, consumindo muito menos energia elétrica.
Estima-se que o mercado de incandescentes em 2013 tenha sido próximo a 250 milhões de unidades. Com o fim da fabricação dessa tecnologia de lâmpada em 2016 e fim da comercialização geral em 2017, a migração irá para as compactas fluorescentes, conhecidas como econômicas, e para os modelos de LED.
Não há fontes concretas sobre o tamanho do mercado brasileiro de lâmpadas.
Apenas estudos de associações ou fabricantes a partir de suas estimativas de vendas anuais. Acredita-se que as lâmpadas compactas representam, hoje, 200 milhões, seguidas pelas fluorescentes tubulares com 85 milhões, 20 milhões de halógenas e quatro milhões de LEDs.
Gilberto Grosso
CEO da Avanti
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