Natal e Réveillon turbinam negócios dos setores de alimentação e eventos


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Em padaria da cidade, o cardápio natalino já está disponível: doces, biscoitos, panetones, rabanadas, além de saladas e tábua de frios
Em padaria da cidade, o cardápio natalino já está disponível: doces, biscoitos, panetones, rabanadas, além de saladas e tábua de frios
Não são apenas os setores de decoração e presentes que lucram com o fim de ano. O Natal e Réveillon são oportunidades de negócio também para quem comercializa alimentos e itens para festa. Os consumidores que buscam cada vez mais praticidade contribuem para o aumento das vendas no fim de ano. O lucro cresce em média 80% nos estabelecimentos da cidade.
 
As carnes são um dos pratos típicos do Natal. Em um açougue da cidade, o faturamento dobra no mês de dezembro com os pedidos para compor a ceia. “Para encomendas do fim de ano, vendemos peças como peru, chester, carneiro, leitoa, pernil recheado e frango desossado. As carnes vêm prontas para assar em uma embalagem especial, que é só colocar no forno”, disse o proprietário do local, Fabrício de Melo Mendes. A praticidade no preparo é um dos aspectos que atraem os clientes.
 
Para aproveitar ao máximo esse momento de aquecimento das vendas, o estabelecimento recebe encomendas até dia 23 de dezembro e funciona até as 18 horas da véspera.
 
Outros estabelecimentos até diversificam seus produtos para aproveitar a época. Em uma padaria do Centro da cidade, já está disponível um cardápio natalino. “Temos itens como saladas, carnes, patês e a tábua de frios, que é um produto muito procurado”, disse a funcionária do setor administrativo Ilza Rodrigues.
 
O preço da tábua varia entre R$ 38, uma porção para até cinco pessoas, e R$ 135 para servir de 15 a 20 convidados. A padaria também oferece sobremesas tradicionais como a rabanada, além de tortas, pudins e o tradicional panetone. “A procura da rabanada é muito grande, sai R$ 2,60 a cada 100 gramas”, disse a funcionária.
 
Uma rotisseria do Centro espera vender 80 perus e 70 chesters para o Natal deste ano. “Considerando Natal e Ano Novo, apesar de serem dois dias, o faturamento mensal mais que dobra. No ano novo, o movimento diminui consideravelmente, porque as pessoas viajam, já o Natal tem um perfil família em que a maioria fica em casa”, comentou o gerente Dener Eduardo Alves de Paula. Segundo ele, os valores dos pratos giram de R$ 39 a R$ 49 o quilo para as carnes e R $29,90 para o quilo das massas e saladas.
 
“Já temos bastantes encomendas, trabalhamos até as 20 horas do dia 24, e as pessoas procuram muito de última hora”, disse o gerente.
 
Além dos pratos principais, o Natal é marcado pelos doces clássicos. No ramo de doces há dois anos, Laura Souza, 25, também aposta nas festas do dia 25 para aumentar o lucro. “Espero vender cerca de 20 bolos na data, os pedidos crescem de 40% a 50%”, disse a confeiteira. O naked cake, tipo de bolo que não tem cobertura, tornou-se ainda mais popular no Natal. “Esse bolo leva recheio de frutas vermelhas e tem cara do Natal”, disse Laura.
 
A jornalista e estudante de gastronomia, Rosana Faria, 38, elabora e organiza jantares e almoços em parceria com seu marido, que é chef de cozinha. Entre os produtos feitos pelo casal para o fim de ano, estão pratos como chester à brasileira, que acompanha couve frita e farofa de castanhas, e o terrine de ricota com figos frescos, além de bolos e tortas temáticas. “As vendas aumentam 100% para qualquer pessoa que trabalhe nesse ramo”, disse a cozinheira.
 
Para poder completar a festa, o segmento de aluguel de mesas e itens de mesa também prevê uma elevação no movimento com as comemorações natalinas. “O mês de festa maior é maio, que temos casamentos, Dia das Mães, depois vêm Dia dos Namorados e o Natal, que também tem muito movimento”, disse Maria Célia de Fátima Chiarelo, proprietária de uma loja de decoração para eventos.
 
Em outra empresa de aluguel de mesas, o Natal vem aumentar o número de pedidos do fim de ano, já elevados pelas formaturas. “Aumentam uma média de 80% as encomendas”, disse o proprietário Daniel Marqueti.

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