A Justiça de Franca prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária dos 22 envolvidos com a “máfia do veneno”. Também foram revalidados os mandados de prisão contra sete acusados que são considerados foragidos. Caso o pedido do Ministério Público não tivesse sido atendido pelo Judiciário, todos deixariam a cadeia a partir da meia noite de ontem, data em que venceu o prazo inicial.
Com a prorrogação, promotores e policiais ganham tempo para ouvir os envolvidos e juntar provas aos inquéritos. Os integrantes da organização criminosa estão recolhidos na cadeia do Jardim Guanabara e em Batatais. Por orientação dos advogados, eles não responderam perguntas dos investigadores durante depoimentos prestados.
Para a polícia, o silêncio não atrapalha as investigações, pois a participação de todos é considerada comprovada no esquema de falsificação e venda de agrotóxicos. Eles devem ser indiciados por organização criminosa, falsificação e adulteração de agrotóxico, falsificação de documento, crime contra a relação de consumo e lavagem de dinheiro.
O dinheiro ganho com o “negócio” teria sido investido em estacionamentos de veículos, empresas de alimentos, veículos de luxo e imóveis de alto padrão. Também são suspeitos de falsificarem notas fiscais. “O produto que eles adulteravam é caríssimo. Eles batizavam, muitas vezes, com substâncias que não tinham qualquer tipo de princípio ativo. Com a apreensão, vimos o lado negro da aplicação química nas lavouras. Não sabemos exatamente qual a extensão, seja para a saúde humana, seja para saúde ambiental ou a contaminação do solo”, explicou o promotor Cláudio Escavassini.
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