DIG prende acusado de matar e enterrar amigo no quintal de casa


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Policial civil chega na delegacia com Jesse de Araújo, 28, acusado de matar Indião e o ocultar corpo no quintal do imóvel onde residia
Policial civil chega na delegacia com Jesse de Araújo, 28, acusado de matar Indião e o ocultar corpo no quintal do imóvel onde residia
O homem acusado de matar o amigo e enterrar o corpo no quintal da casa em que moravam juntos está atrás das grades. Após quatro meses foragido, Jesse Marques de Araújo, 28, o Alemão, foi localizado por investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e preso no fim de semana. Ele estava em um rancho na cidade de Nova Ponte (MG), região de Uberaba (MG). 

Alemão e a vítima, José Rodrigues, 53, o Indião, moravam juntos em uma casa alugada no Jardim Paraty. No dia 8 de agosto, após receber denúncia anônima, a polícia foi até o local e encontrou o corpo enterrado no quintal. Indião havia sido estrangulado e estava com as mãos amarradas para trás. Apresentava ferimentos no pescoço provocados por faca. Desde o princípio, Alemão era o principal suspeito.
 
ASSISTA A CONFISSÃO

 
 
Quatro dias após o encontro do cadáver, o acusado se apresentou na sede da DIG. Disse que só se manifestaria em juízo. Como havia escapado do flagrante e não havia prisão decretada, os policiais tiveram que liberá-lo.
 
Nos dias seguintes, a equipe de homicídios da DIG conseguiu juntar provas e a ordem de prisão preventiva foi deferida pela Justiça. Alemão já havia deixado Franca. “Conseguimos levantar que ele estava em um rancho em Nova Ponte. Após confirmar o esconderijo, fizemos contato com a PM daquela cidade e ele foi detido. Os nossos investigadores foram até lá e o reconduziram a Franca”, contou o delegado Márcio Garcia Murari.
 
Ontem, durante depoimento na delegacia, Alemão quebrou o silêncio e confessou o crime com detalhes. Disse que o aluguel da casa estava atrasado e que propôs a Indião ir morar no local caso quitasse a dívida. Em seguida, ele deixaria o local, o que não aconteceu. “Mesmo com a vítima tendo pago três meses de aluguel, Alemão se recusou a deixar a casa. Foi quando começaram a ter problemas de relacionamento”.
 
O Comércio teve acesso ao depoimento prestado pelo acusado. Alemão contou aos policiais que a vítima e ele beberam pinga e cerveja no dia do crime. No início da noite, discutiram. “Ele começou a falar que eu não era homem, que já tinha passado o prazo e que eu não saía da casa. Falei para ele lavar a boca para falar estas coisas. Ele pegou o machado e veio para cima de mim”, contou. “Depois, pegou a faca e falou que eu estava endemoniado. Ele deitou no chão para tirar o demônio de mim. Na hora que ele marcou, derrubei ele. Dei uns boxes nele. Fui na cozinha, peguei a faca e dei duas facadas na nuca dele”. 
 
Alemão amarrou a vítima com cadarço de um tênis na cama e saiu. “Peguei a bicicleta e fui chamar alguém. Encontrei uns malucos lá na rua e eles ‘falou’: não chama a polícia, não, que eles vão te prender (sic). Voltei e fiquei pensando no que fazer”. O acusado fechou a porta do quarto e foi dormir na sala. “No outro dia cedo, ele estava morto, Enrolei ele na capa do colchão, abri o buraco e enterrei ele”. Para o delegado Márcio Murari, Alemão é frio e não demonstra arrependimento. “A confissão detalhada mostra o grau de crueldade dele”. 
 
Quando adolescente, o acusado cumpriu medida sócio educativa na antiga Febem, hoje Fundação Casa, acusado de matar para roubar o professor universitário Nelson Damasceno, em setembro de 2002. Ele tem passagens anteriores por furto e roubo e chegou a ser investigado por suspeita de tráfico internacional de drogas após fazer viagens a Europa. “Tivemos o cuidado de apreender o passaporte dele no dia do crime para que não fugisse do País”, concluiu Murari. Ele foi recolhido ao CDP de Franca. 

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