Prefeitura erra feio na previsão do orçamento deste ano e freia investimentos e programas
Ao mesmo tempo em que o governo federal já traça um cenário bastante sombrio para o próximo ano, Franca também deverá ser afetada de forma inapelável, depois de um 2014 onde as finanças da Prefeitura Municipal ficaram engessadas por um erro do seu setor de Finanças, que estimou um orçamento 30% superior ao que efetivamente será arrecadado. Mais uma demonstração da falta de controle da administração capitaneada por Alexandre Ferreira (PSDB). Ou seria mesmo incompetência.
Ao contrário de qualquer administrador público, o chefe do Executivo francano apresentou uma projeção de arrecadação superestimada, contando com recursos federais e estaduais que não entraram. Ou seja, contou com o ovo antes que a galinha botasse. Isso entrava todo tipo de investimento ou novo programa, além de impedir a aplicação em áreas já debilitadas como saúde e educação. Qualquer gestor, seja público ou não, sabe que não pode acreditar que recursos cairão do céu. Numa empresa privada, que é mais ágil e dinâmica, um erro de 10% já resulta em problemas grandes de gestão, imagine 30% a menos no âmbito público.
Por causa de uma administração equivocada e desastrada, Alexandre Ferreira não consegue fechar convênios mais robustos (e esperados) com os governos federal e estadual. Franca parou no tempo e começa a gastar o dinheiro que não tem. Os exemplos estão aí, para todos verem: a compra do prédio para a merenda escolar, a caríssima reforma do ‘esqueleto’ na entrada da cidade para abrigar a Secretaria de Educação e a instalação indiscriminada de semáforos por toda a cidade, até em locais desnecessários. São gastos que poderiam ter sido evitados, reduzindo o “rombo” no orçamento.
O perigo agora é a Prefeitura Municipal não conseguir fechar as suas contas no final do ano, deixando o prefeito e seus auxiliares à mercê das penalidades da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). E, o que é pior, este erro (se é que pode ser chamado assim) prejudica ainda mais o município, que precisa de investimentos e melhora de uma série de programas que não vão sair do papel. O mais difícil, ainda, é esperar que no ano que vem as coisas melhorem. Pelo andar da carruagem— e da situação econômica do País —, o município vai ter que continuar pressionando o freio e cortar mais não se sabe de onde.
O descontrole nas contas e nas estimativas da Secretaria de Finanças é mais uma prova da falta de experiência e de conhecimento do prefeito que continua fugindo dos holofotes de que tanto gosta por causa da ampla rejeição que vem enfrentando nos últimos tempos. Além de não dar satisfações dos problemas que atingem a sua administração, Alexandre Ferreira também se omite aqui. Não há nada que justifique tamanho erro que compromete todo andamento de obras, investimentos e programas do município. É um problema que não pode ocorrer numa administração pública dita séria. O descompasso entre o arrecadado e a previsão coloca o Executivo francano mais uma vez no caminho da desconfiança e da desaprovação.
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