Termina nesta terça-feira, à meia-noite, o prazo da prisão temporária de cinco dias expedida pela Justiça contra os acusados de integrarem a quadrilha especializada em falsificar agrotóxicos. Os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) devem pedir nesta manhã a prorrogação da medida por igual período, para que seja possível ouvir todos os envolvidos.
Mesmo tendo sido feriado em Franca ontem, policiais do 3º DP e promotores passaram a tarde colhendo depoimento dos acusados. A intenção é correr contra o tempo e conseguir o máximo de informações possíveis para poder formalizar a participação deles no crime e mantê-los na cadeia. Alguns presos estão contribuindo com as investigações e ajudando as autoridades a desvendar como agia e qual era o alcance da quadrilha.
Dos 24 presos, dois foram liberados ainda na sexta-feira após prestarem depoimento na sede do 3º DP, entre eles, uma grávida de oito meses. Os demais acusados foram levados no começo da noite para a cadeia do Jardim Guanabara, onde também estão os veículos apreendidos durante a operação que contou com a participação de 154 policiais.
A polícia ainda procura sete acusados que tiveram a prisão decretada pela Justiça, mas que não foram encontrados. O advogado Reginaldo Carvalho, que defende parte dos envolvidos, disse que apresentará quatro clientes amanhã. Se a temporária não for prorrogada, eles, caso realmente se apresentem, terão de ser liberados após serem ouvidos na delegacia.
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