‘Para o ano que vem, orçamento é mais realista’


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A secretária municipal de Finanças, Neide Lopes, tem preferido chamar os cortes no orçamento para 2015 de readequações. Segundo ela, o otimismo na elaboração da peça que controla os gastos da Prefeitura neste ano acabou exigindo manobras para que muitos projetos não fossem paralisados. “Isso é comum de acontecer porque o orçamento não é uma peça fechada. Vai mudando conforme os meses passam. É dinâmico.”
 
Para 2015, a Prefeitura colocou os pés no chão e conteve os gastos e investimentos. Mesmo prevendo uma arrecadação 6% maior que a deste ano, boa parte dos recursos destinados a novos programas ou obras foram cortados até pela metade. Uma das pastas mais atingidas é a da Saúde. Para se ter uma ideia dos cortes, em 2014, a Prefeitura previu investir na construção de novas UBSs R$ 4,5 milhões. Para o ano que vem, o valor caiu para R$ 2,7 milhões. Em investimentos do Ministério da Saúde, neste ano eram esperados R$ 12,8 milhões. Para 2015, o montante não chega a R$ 3 milhões. 
 
Na educação, a tesoura também entrou em cena. No item investimento na construção de novas escolas e creches, para 2014, haviam sido previstos R$ 14,3 milhões. No próximo ano, a expectativa é bem mais modesta R$ 1,8 milhões. Outra área que também sofreu cortes no orçamento é a de lazer. Em 2014, a Prefeitura pretendia gastar R$ 1,3 milhão com a construção de parques, praças e áreas de lazer. Para o ano que vem, são apenas R$ 150 mil.
 
Neide disse que não considera a redução nos valores previstos como cortes. “São projeções que podem e serão corrigidas para mais, caso os recursos venham com a assinatura dos convênios. Foi uma questão de precaução”.

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