Novas escolas, praças e UBSs ficam para 2015


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Investimento em pavimentação foi um dos investimentos que foram drasticamente reduzidos
Investimento em pavimentação foi um dos investimentos que foram drasticamente reduzidos
A queda na arrecadação prevista pela Prefeitura atingiu diretamente os planos de investimentos feitos pelo prefeito Alexandre Ferreira. Sem dinheiro, não houve como tirar muitas obras do papel. As áreas mais atingidas pelos cortes foram a de  Saúde e a de Educação. 
 
No caso da Saúde, segundo dados da Secretaria de Finanças, para 2014 estavam previstos R$ 28,8 milhões em investimentos. Até outubro, apenas R$ 3,6 milhões haviam efetivamente sido gastos. Entre os projetos que acabaram sendo adiados, estão a renovação da frota de veículos da Secretaria Municipal de Saúde, a construção de um Centro de Zoonoses, a construção de um laboratório de análises clínicas para atender a rede básica de saúde e ainda a criação de cinco novas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). “Infelizmente dependíamos de parcerias e convênios que não foram liberados tanto pelo governo federal quanto pelo estadual”, disse Neide Lopes, secretária de Finanças. 
 
Segundo ela, o Governo do Estado liberou apenas 20% do que foi previsto pela Prefeitura no orçamento. No caso da União, o percentual foi de apenas 6%. “No caso da Saúde, muitos projetos ainda estão sendo analisados e não conseguiremos assinar os convênios a tempo dos recursos serem liberados neste ano. Um exemplo é a construção das UBSs. Mandamos os projetos e as plantas, mas ainda não tivemos respostas. Ficarão apenas para o ano que vem”.
 
Menos dinheiro
Na Educação, a situação é bem parecida. Para 2014, o prefeito Alexandre Ferreira projetou um investimento da ordem de R$ 14 milhões, boa parte destinada à construção de novas escolas, aquisição de materiais e reformas. Mas, como na saúde, os recursos também não vieram. 
 
Pelo levantamento da Secretaria de Finanças, a prefeitura conseguiu investir até o mês passado apenas 30% do que era previsto. O governo do Estado liberou 26% e a União, 9%. “Somos um município que tem um orçamento sem folgas e até pequeno. Dependemos dessas parcerias e convênios para poder investir. Estávamos animados e pensamos que os recursos pudessem vir, mas o fato de termos um ano eleitoral, a situação econômica do País e inúmeros outros fatores acabaram interferindo negativamente”.
 
Apesar de a Prefeitura não conseguir investir nem a metade do que estava previsto, a secretária não acha que os números são ruins. “O que é preciso ficar claro é que, mesmo com todas as dificuldades, ainda conseguimos investir. E se formos comparar a participação da Prefeitura com recursos próprios e os repasses das outras esferas de governo veremos que a maior parte dos recursos saíram das contas municipais. Para mim, isso é positivo”. 

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