Por que a guerra?


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Do flagelo da humanidade a que denominamos guerra, o Espiritismo considera como causa principal a predominância da natureza animal do ser humano sobre sua essência espiritual. 
 
A crueldade sanguinária não se assenta em outra razão que não a da ambição e do que , com absoluta certeza, poderíamos chamar de ‘egoísmo pátrio’. É imposição da lei do mais forte sobre o mais fraco, império da barbárie sobre a civilidade.
 
Nas questões 742 a 745 do capítulo das ‘Leis Morais’ (versão cristã do decálogo de Moisés), em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interrogou os instrutores espirituais sobre este flagelo da humanidade, informando-se de que se trata de satisfação das paixões e que só a prática efetiva do Evangelho do Mestre Jesus fará desaparecer. 
 
Pertinente perguntar-se: por que Deus, na sua infinita justiça, permite o combate mortal? A resposta é que Ele nos concedeu o sagrado direito de agir. Quem o dispensaria? Mas, a lei é de consequências!, daí haver-nos sido concedida também a noção de responsabilidade pelos nossos atos. Responderemos, implacavelmente, pelo mal que fizermos se não nos redimirmos pela lei do amor e pelo entendimento de que o mais forte deve proteger o mais fraco, o mais rico amparar o mais pobre, e o mais inteligente ser a luz do ainda tolo e obtuso. 
 
Quando o homem vencer as próprias paixões finalmente a guerra será erradicada deste planeta. Isso, porém, só se tornará realidade quando nos convencermos de que somos todos filhos de um mesmo Pai que não faz distinção de pessoas ou nações. 
 
Fronteiras, limites geográficos entre os povos são meras criações humanas, arranjos geopolíticos que não constam dos planos divinos. O Criador não nos fez divididos, mas comunitários. 
 
Que todas as religiões consigam cumprir seus papeis fundamentais de mover o ser humano luz acima, para o que veio o Mestre Jesus a ensinar-nos e exemplificar-nos com o seu amor incomparável.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 
 

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