Falhas na coleta seletiva geram queixas nos quatro cantos de Franca


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A dona de casa Sílvia Granado, do Leporace, se diz cansada com a situação, mas não pretende desistir
A dona de casa Sílvia Granado, do Leporace, se diz cansada com a situação, mas não pretende desistir
Os problemas com a coleta seletiva se tornaram constantes na rotina dos francanos. As reclamações são feitas por moradores de diversas partes da cidade e não param de crescer. Segundos os relatos, a coleta muitas vezes passa nas ruas, mas, por motivos desconhecidos, o lixo não é recolhido. Sem outra alternativa, alguns acumulam o lixo em casa, outros despejam em terrenos baldios e ainda há diversos casos daqueles que desistiram de colaborar com a reciclagem diante da ausência de resolução dos problemas.
 
A dona de casa Sílvia Alves da Silva Granado, moradora do Parque Vicente Leporace, se diz cansada com a situação, mas não pretende desistir. Ela afirma já ter ligado várias vezes na empresa Seleta Meio Ambiente, responsável pela coleta de lixo em Franca, para reclamar. “Tenho corrido atrás até dos caminhões para que eles recolham meu lixo. Aqui no bairro, o lixo reciclável é recolhido aos sábados. Antes passava de rua em rua, agora eles pedem para os moradores colocarem o lixo nas esquinas, mas mesmo assim eles não recolhem. No último sábado, mais uma vez, tive que pegar o lixo novamente da calçada e guardar dentro da minha garagem. Vou insistir. Ensinei meus filhos e meus netos a reciclarem até mesmo um papel de bala. Acho que isso tem que ser preservado.”
 
Na rua da cuidadora de idosos Fátima de Souza, no bairro Vila Santos Dumont, a coleta seletiva costuma passar às quintas-feiras, mas ela nunca sabe quando poderá realmente contar com o serviço. “É raríssimo os dias que eles pegam. Eles simplesmente passam e deixam para trás. Não sei o porquê fazem isso. Separo tudo e, como não tenho para quem dar, a solução está sendo descartar junto com o lixo comum. Aí sim eles pegam e colocam dentro do caminhão. Não querem nem saber. Todas as vezes que coloco o lixo reciclável para fora, preciso voltar com ele para dentro de casa.”
 
As reclamações também se referem à total falta de realização do serviço nos bairros. Através do Portal GCN, uma moradora do Parque das Esmeraldas II e outra do Jardim do Éden afirmaram que nunca viram a coleta seletiva passar pelas ruas onde moram. “Quando coloco meu lixo reciclável na rua, ele fica a semana inteira jogado, até eu pegar novamente e levar para outro lugar. Uma vergonha essa coleta”, escreveu Paula, moradora do Parque das Esmeraldas.
 
Outra internauta também revelou, através do Portal GCN, que a solução tem sido levar o lixo reciclável que acumula até outro bairro onde a coleta é regular. “Como trabalho o dia todo, só via no final do dia que eles não tinham passado para recolher o lixo reciclável, aí levava para o bairro da minha irmã onde passam às quartas-feiras, mas haja paciência ficar levando reciclável dentro do carro de um lado para outro. Dá muito trabalho e, além disso, pago para ter este serviço”, escreveu Ana.
 
As reclamações também são constantes em diversos outros bairros da cidade como Jardim Samelo, São Gabriel, Aeroporto I, Tropical II e Santa Maria.
 
Outro lado
Informada sobre as constantes reclamações, a Seleta Preservação Ambiental afirmou que acompanha a quantidade de reclamações e até o momento não havia notado aumento no número de solicitações. “Vamos olhar mais especificamente se está acontecendo algum problema. Pedimos que, em caso de problemas com a coleta de lixo, a população entre em contato pelo telefone (16) 2104-8200 para identificarmos os casos específicos. No final de ano realmente temos um atraso na coleta, porque aumenta muito a geração de resíduos domésticos. Muitas vezes, a população acha que não será recolhido. Pode estar acontecendo isso também”, disse o gerente comercial da empresa, Mateus Dutra.
 
Ainda segundo o gerente comercial, a população precisa se atentar ao descarte correto do lixo reciclável para que ele possa realmente ser recolhido. “O caminhão da coleta seletiva não pode receber resíduo orgânico e, às vezes, a população faz esta mistura. Os catadores recolhem apenas o lixo reciclável limpo.”

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