Ana Laura, 22, Karine, 19, Sabrina, 20, e Estéfani, 19, se encontraram na tarde de quarta-feira e resolveram visitar algumas lojas. Nada mais natural. Reunir as amigas para fazer compras é um programa corriqueiro no mês de dezembro. Mas, elas não pretendiam, necessariamente, passar horas agradáveis olhando vitrines e gastar. A intenção era levar sem pagar. O plano até que começou bem, mas foi frustrado pela PM. Ao invés de um banho de loja, tomaram “banho de caneca” na cadeia.
A casa do quarteto “começou a cair” quando o cabo Costa e o soldado César Reis faziam patrulhamento pelo Parque Progresso e escutaram no rádio da PM que uma loja do bairro havia sido furtada. Os policiais localizaram as suspeitas nas proximidades, juntamente, com uma das vítimas e parte dos produtos do furto. Foram levadas blusas, vestidos, saias e pulseiras folheadas a ouro. Uma pulseira foi encontrada escondida nas partes íntimas de uma acusada. Buscas também foram feitas na casa de Karine, onde estavam mais quatro peças de roupa.
Segundo a polícia, as mulheres furtaram duas lojas no Parque Progresso e uma confecção em Patrocínio Paulista. Foram conduzidas ao Plantão Policial e autuadas em flagrante por furto qualificado, mediante concurso de duas ou mais pessoas, crime inafiançável. “Tendo em vista que foram três vítimas e uma espécie de crime continuado, decidimos fazer a autuação e deixá-las à disposição da Justiça”, afirmou o delegado Milessandro Mazola Moreti.
Ana Laura, uma das acusadas, é casada e mãe de duas filhas. Chorou na delegacia ao ouvir que seria presa. “Saímos de manhã para vender perfumes. Entrei nas lojas, mas não pus a mão em nada de ninguém. Mas, não vou negar, as meninas furtaram, sim”. Até o começo da noite de ontem, as mulheres, que eram primárias, continuavam presas na cadeia do Guanabara.
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