Um assalto a mão armada em uma distribuidora de bebidas quase acabou em morte, na tarde de ontem, 3, na rua Antônio Bernardes Pinto, na Vila Chico Júlio, em Franca. Ao ouvir o anúncio do roubo, o proprietário pensou tratar-se de brincadeira e avançou sobre o assaltante. Ele atirou. Por sorte, a bala atingiu uma geladeira. O homem fugiu em seguida com a ajuda de um comparsa.
O roubo aconteceu perto das 15 horas ao lado de uma associação de policiais militares. A vítima foi o comerciante e ex-candidato a prefeito pelo Psol na eleição municipal de 2012, Hamilton Chiarelo. Ele conversava no local com um auxiliar de 16 anos, quando um indivíduo moreno, alto e magro, vestindo camiseta listrada e calça jeans, entrou no estabelecimento de posse de uma arma. O homem usava um capacete preto.
Em depoimento aos policiais, Chiarelo disse que imaginou tratar-se de um revólver de brinquedo e por isso reagiu ao roubo. “Ele entrou e falou para ficar quieto, senão ele atirava. Pensei que fosse brincadeira e fui para cima. Não imaginei o perigo”, comentou à reportagem.
Ao reagir, vítima e bandido chegaram a entrar em luta corporal com direito a socos, chutes e empurrões. O indivíduo conseguiu se desvencilhar do comerciante, abriu o caixa da distribuidora, subtraiu R$ 90 em dinheiro e, ao fugir, atirou em direção ao estabelecimento. O disparou acertou uma geladeira de refrigerantes localizada a pouco centímetros de onde estava Chiarelo. A suspeita é que o tiro seja de um revólver calibre 38. No momento do assalto, não havia clientes no local.
“Ele apontou a arma várias vezes para mim, mas na hora você fica revoltado. Só depois você vê o tamanho da bobeira. O tiro poderia ter me atingido ou mesmo ao meu ajudante. Foi por Deus (que escapei)”, disse assustado.
Segundo vizinhos relataram ao comerciante, o indivíduo fugiu em direção à avenida Chico Júlio onde um outro homem aguardava em uma motocicleta. Os dois fugiram e como não há câmeras de segurança no local, a polícia não tem pistas dos assaltantes.
De acordo com o cabo Melo, da Polícia Militar, a atitude da vítima não é elogiada e deve ser evitada em todas as situações. “Recomendamos sempre que a vítima entregue o dinheiro e em nenhuma hipótese pense em reagir. O tiro poderia ter acertado a vítima e o desfecho do caso seria outro. O dinheiro ainda é possível recuperar. A vida não”, finalizou. O caso foi registrado na delegacia de polícia da área.
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