De janeiro a junho deste ano foram registrados 65 novos casos de Aids e de HIV positivo em Franca e mais 18 municípios da região. Franca responde por 82% desses registros, os 18% restantes são das cidades vizinhas. Desse total de diagnósticos novos, 50% são de jovens entre 20 e 35 anos. As informações são da coordenadora do Programa Municipal DST/Aids, Carla Cristina del Valle.
“O que justifica a predominância de jovens é uma banalização da doença. A geração que não viveu os anos em que a Aids estava em alta e muitas pessoas morriam, acaba desconsiderando a doença”, explicou a coordenadora.
Segundo ela, os jovens estão na faixa de maior risco e representam a maioria dos casos diagnosticados e das pessoas atendidas pelo Ambulatório DST/Aids, no Posto de Saúde do Centro de Franca. Porém, de acordo com a coordenadora, não se pode afirmar que houve um aumento no número de jovens contaminados ou que fazem tratamento da Aids. “Esses valores estão constantes, a maioria dos diagnósticos que fazemos aqui já era da população jovem e isso continua acontecendo”, afirmou Carla del Valle.
Os casos de Aids se relacionam às pessoas que desenvolveram a doença, já os de HIV se referem a portadores do vírus causador da Aids. Estar contaminado pelo HIV não significa que a pessoa tem Aids.
O Ambulatório DST/Aids atende atualmente 1.500 pacientes. Nesse montante estão portadores do vírus HIV e também pessoas que desenvolveram a doença. A maioria são homens heterossexuais. “A cada dois homens temos uma mulher portadora ou com Aids”, explicou a coordenadora do programa.
Campanha
A Prefeitura de Franca realiza até o dia 5 de dezembro ações de prevenção e combate à Aids. Testes rápidos estão sendo oferecidos, gratuitamente, em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no ambulatório, que fica na rua Ouvidor Freire, 2.109.
Nas UBSs, o horário é das 13 às 18 horas, já no ambulatório o atendimento se estende até as 19 horas. Hoje os testes serão feitos nas UBSs da Estação, Parque do Horto e Aeroporto III. Amanhã a ação será nas unidades da Vila São Sebastião, Ângela Rosa, Leporace e Planalto.
Além do teste de HIV, serão realizados exames para detectar sífilis e hepatite do tipo B e C. Para realizar os teste, em que é colhida uma amostra de sangue, não é necessário estar de jejum. A orientação é para que se leve um documento com foto. A expectativa é que 2 mil testes sejam realizados. Outra ação que vem sendo realizada é a distribuição de camisinhas e folhetos informativos na praça da Matriz.
Os testes incluem um aconselhamento antes do exame, coleta e análise do sangue e entrega dos resultados, em cerca de 15 minutos. O exame detecta a presença de anticorpos produzidos quando a pessoa entra em contato com vírus HIV. Essa manifestação de anticorpos se dá após um período de cerca de três meses depois da contaminação.

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