Irmãos empresários são presos pela DIG e acusados de sonegação fiscal


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Elemar Fenske deixam a sede da DIG no início da tarde de ontem, horas depois de serem presos pela Polícia Civil em cumprimento a mandado de preventiva expedido pela Justiça de Adamantina
Elemar Fenske deixam a sede da DIG no início da tarde de ontem, horas depois de serem presos pela Polícia Civil em cumprimento a mandado de preventiva expedido pela Justiça de Adamantina
Dois irmãos empresários ligados ao setor de couros foram presos em Franca, ontem, acusados de crime contra a ordem tributária. A prisão foi feita pela Polícia Civil de Adamantina, região de Presidente Prudente, e contou com o apoio de agentes da DIG local. Leomar Fenske, 44, e Elemar Zictor Fenske, 48, são diretores da empresa Couroada-Bark, instalada no Jardim Planalto, e, segundo a polícia, respondem a diversos inquérito por sonegação. Apenas em um dos processos, a dívida com o fisco é de mais de R$ 1,2 milhão. Policiais disseram informalmente que a soma dos débitos de todas as representações abertas contra os acusados ultrapassaria R$ 100 milhões.
 
A operação que culminou com a prisão dos empresários começou na última sexta-feira, 28, quando duas equipes de policiais da DIG de Adamantina se deslocaram para Araxá (MG), onde estava residindo Elemar, e Franca, cidade onde se encontrava Leomar. Havia contra eles um mandado de prisão preventiva decretado pela juíza da 3ª Vara Criminal daquele município. Ambos, foram encontrados na unidade de Franca, onde trabalham cerca de 20 funcionários. Eram 7 horas quando os policiais chegaram à empresa. Um dos acusados tentou sair pelos fundos, mas foi surpreendido pelos investigadores da DIG de Franca.
 
A Polícia Civil afirmou que não poderia dar detalhes dos crimes praticados pelos irmãos. Em nota enviada à redação do Comércio da Franca, informou que os presos eram proprietários de empresas da área de exportação de couros em Adamantina que se tornaram alvos de diversas investigações relacionadas à sonegação fiscal. 
 
A ação foi iniciada com base em inquérito aberto pelo 1º DP versando sobre crimes contra a ordem tributária. “Apenas nos autos deste inquérito, o montante da dívida com o fisco é mais de R$1,2 milhão. No mínimo, foram instaurados seis processos nesta cidade em desfavor dos empresários, todos por crimes contra ordem tributária. Comenta-se que a soma da dívida seria de R$ 100 milhões, mas isto não é oficial e não podemos confirmar no momento”, disse o delegado Carlos Vasconcelos, responsável pelo caso.
 
Os empresários passaram a manhã trancados em uma cela na sede da DIG de Franca. Receberam a visita de familiares, que levaram roupas e alimentos. Por volta das 14 horas, foram conduzidos para a cadeia de Adamantina de onde posteriormente deverão ser levados ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caiuá. Ambos saíram da delegacia no início da tarde, sem dar entrevistas. Aos policiais, eles disseram que não sabiam porque estavam sendo presos. 
 

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