O mês de dezembro começa com aumento de preço em pelo menos três setores. O preço do pãozinho, as corridas de táxi e a conta de água são itens que vão pesar no bolso do francano neste mês. Nesta semana, o preço do pão deve aumentar entre 7% e 9%, de acordo com o presidente do Sindicato dos Panificadores de Franca e região, Agostinho Juliati. A variação fica a critério de cada empresa. “O quilo do pão deve ficar entre R$ 10,50 e R$ 11,30. Atualmente o preço varia entre R$ 9,50 e R$ 10”, disse.
Segundo Juliati, o preço do pão não sobe há 15 meses e o reajuste se deve ao aumento dos custos de produção. Os valores serão repassados para o consumidor na compra do produto final. “Tivemos um aumento brutal nas embalagens, reajuste de aluguel, energia elétrica e todos os insumos subiram de maneira geral”, afirmou o presidente. Outros produtos, como roscas e biscoitos, também podem sofrer acréscimo nos preços. O sindicalista orienta os empresários a aplicarem o menor índice possível para que o consumidor não seja prejudicado.
O aumento poderia ser ainda maior se o trigo tivesse alta. De acordo com Juliati, o preço da matéria prima do pão está estabilizado, mas pode aumentar se o dólar subir mais. “Estamos no meio da safra argentina e a maior parte do trigo que vem para o Brasil é de lá. Uma tonelada de farinha pode custar em torno de R$ 1.100”, explicou o presidente.
Na tarde de ontem, vários clientes de uma padaria do Centro foram pegos de surpresa com a notícia do reajuste. A servente Celeida Maria Silva, 44, era uma que não estava sabendo dos novos valores. “Eu compro todo dia, vai pesar nas contas, mas o pãozinho faz falta, não abro mão”, disse a consumidora. Outro cliente, o consultor de vendas Renato Valle, 55, também não sabia da mudança no preço. Para ele, as pessoas não mudarão seus hábitos devido ao aumento. “Achei o reajuste alto, mas o pessoal vai continuar comprando. O governo ainda diz que não tem inflação! Eu costumo comprar pão francês apenas no sábado, mas isso vai pesar para a maioria.”
Táxis
A partir dessa segunda-feira, os táxis da cidade também elevaram o preço da tarifa. A corrida que custava R$ 15 aumentou R$ 1. O presidente de uma cooperativa de táxis da cidade, Gérson Seara da Silva, explicou que o reajuste foi necessário pelos maiores gastos na manutenção do carro. “Já faz uns dois anos que não subimos a tarifa, o gasto com pneus e combustíveis influenciou para esse aumento.”
Em outra cooperativa, as despesas com os documentos de permissão para o transporte de passageiros são apontadas como motivo para a alteração da corrida para R$ 16. “A documentação exigida pela Prefeitura está muito cara, o alvará, por exemplo, aumentou”, disse o presidente Ênio Bevilaqua.
No caso dos mototaxistas não está planejado ainda nenhum aumento. O serviço custa entre R$ 8 e R$ 10, de acordo com a agência - não há um preço tabelado. “Vamos manter o preço, neste ano não temos previsão de aumento”, disse o presidente da Associação dos Mototaxistas, Paulo Custódio.
Água
Em 27 de dezembro mais uma conta vai subir. A Sabesp aumentará a tarifa em 6,49%. O índice foi autorizado pela agência reguladora. As informações são da assessoria de imprensa da unidade local. A justificativa da companhia, que solicitou a alteração na tarifa, foi manter o equilíbrio financeiro da concessionária diante da situação de escassez de água e das medidas adotadas para manter o abastecimento e a economia do recurso.
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