Mal assombrado


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A TV Brasil apresentou, no dia 23.09.2014, programa sobre as tradições de uma região do nordeste brasileiro, mostrando, inclusive, que Kariri e Cariri guardam diferenças, além da grafia. 
 
No Estado do Ceará, Cariri designa uma região e Kariri, nome de um museu. Em ambos os casos, as palavras são de origem indígena. O mais instigante, porém, segundo a apresentadora do programa, é que o imóvel que abriga o conhecido museu está mal assombrado. 
 
Relatou casos em que se ouviram gritos, lamentos, barulhos, tendo um dos funcionários da casa mencionado que, certa feita, enquanto repousava numa rede, sentiu que ela, sem o concurso de qualquer agente físico, foi empurrada para cima e, depois, devolvida à posição normal. 
 
O medo parecia tomar conta de todos, inclusive da repórter. Entrevistados e funcionários do museu se diziam incapazes de passar a noite no local, ainda que fossem acompanhados por vigilantes ou policiais. 
 
Para o Espiritismo, casas mal assombradas têm explicação na sobrevivência dos espíritos. 
 
Como só morre o corpo físico, o espírito que o animava continua vivo, embora na dimensão dos invisíveis, ou visíveis apenas por médiuns dotados da capacidade psicofisiológica de interagir com o mundo espiritual, ou, possível a vidência por qualquer um de nós, se se tratar de visão materializada.
 
Como disse Jesus ‘onde estiver o teu tesouro, aí estará teu coração’, às vezes, acontece de o espírito, até que venha a ser caridosamente esclarecido, ignorar seu novo estado e, pensando ainda pertencer ao mundo dos vivos, apegar-se a coisas e locais, onde sua movimentação e expressões psíquicas podem, consciente ou inconscientemente, serem percebidas por pessoas sensitivas. 
 
Daí a prodigalidade do imaginário popular tomar os fenômenos como assombração.
 
O amor, na prece e no esclarecimento, é socorro eficaz aos nossos irmãos em sofrimento.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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