Cruzamento perigoso vira alvo de reclamações no Brasilândia


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Motociclistas se arriscam para a cruzar a Adhemar de Barros pela rua Curitiba. Placa em poste pede a instalação de semáforo
Motociclistas se arriscam para a cruzar a Adhemar de Barros pela rua Curitiba. Placa em poste pede a instalação de semáforo
O cruzamento da avenida Adhemar de Barros com a rua Curitiba, no Jardim Brasilândia, zona leste de Franca, está tirando o sossego de motoristas e comerciantes do local. A confusão de veículos nos horários de pico é enorme e os acidentes se tornaram corriqueiros. Para evitar novas ocorrências, eles pedem a instalação de um semáforo ou mesmo o fechamento da passagem. Somente nesta semana, dois motociclistas acabaram envolvidos em acidentes no trecho e uma moça sofreu ferimentos na perna ao ser atingida por um carro.
 
Segundo comerciantes, o problema começou após a Prefeitura promover mudanças no trânsito das imediações e transferir todo o fluxo de veículo para a rua Curitiba, que ganhou direção única sentido Centro. “Com a mudança, o número de carros aumentou e ficou mais difícil para atravessar a avenida. Os motoristas precisam arriscar não só uma, mas duas vezes”, disse Luciano Gonçalves de Souza, proprietário de uma pastelaria na avenida.
 
O risco duplo existe porque o motorista, ao sair da rua Curitiba, precisa primeiramente atravessar até o canteiro que divide a avenida e depois, repetir a operação do outro lado. Para piorar, as duas pistas são curtas e tem trânsito rápido e intenso de veículos. No local, até um cartaz improvisado foi colocado no poste na tentativa de alertar os motoristas.
 
“Se tornou um local perigoso, com trânsito carregado. Os motoristas que estão descendo a rua não têm visão dos carros na avenida”, disse o também comerciante Edson Martins, que teme a qualquer hora ser atingido em algum acidente. “Em duas situações, o carro bateu na parede da bicicletaria. Tenho medo de uma hora pegar um cliente ou mesmo entrar na oficina”. Para quem tenta atravessar a avenida nos veículos, a reclamação também existe. “Passo por aqui todos os dias e sempre é essa tensão”, reclamou o sapateiro Aloísio Carvalho.
 
Procurado, o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, disse estar ciente das reclamações e preocupado com o problema. Segundo ele, a saída mais viável seria inverter a direção das ruas Curitiba e Belo Horizonte, porém diz que a medida não é aceita por moradores e comerciantes. “A mudança de mão resolveria, mas precisa haver um consenso. É uma necessidade mudar e naquele ponto o semáforo não é a solução”.

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