As crianças francanas com idade entre 6 meses e 5 anos têm somente hoje para participar da campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a poliomielite. No restante do país, a imunização segue até amanhã (28), mas em Franca será interrompida com um dia de antecedência em função do feriado de aniversário da cidade. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, só haverá prorrogação do prazo se o alcance da ação ficar muito abaixo do esperado. Se assim for, o anúncio deve ser feito apenas nesta sexta-feira.
Caso o prazo não seja prorrogado, Franca deve ficar abaixo da meta estipulada. A expectativa da cidade era imunizar 19,4 mil crianças contra a pólio e 17,2 mil contra o sarampo durante a campanha. Até a última terça-feira, 68,6% da meta havia sido alcançada. Isso quer dizer que, segundo dados divulgados pela Vigilância em Saúde do município, 13,5 mil crianças se vacinaram contra a pólio e 11,6 mil contra o sarampo.
Recomendações
“A melhor forma de evitar a doença é prevenindo, e a vacina é uma prevenção. É muito importante alertar os pais sobre isso e também sobre a necessidade de levarem seus filhos para se vacinarem. Pedimos que os pais levem também as carteirinhas de vacinação de seus filhos para que seja feita uma atualização das vacinas da criança”, disse o diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto.
A campanha começou no dia 8 de novembro. Desde então, a imunização está sendo realizada nas 14 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e nos cinco núcleos do PSF (Programa Saúde da Família) da cidade, das 8 às 17 horas.
As vacinas
Cientes que o prazo estava perto do fim, pais e responsáveis procuraram estes locais com maior frequência nesta semana. Na tarde de ontem, o movimento na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Ângela Rosa foi intenso.
Muitas crianças chegavam animadas à espera apenas das gotinhas, mas o choro logo começava quando recebiam a notícia de que tomariam também uma injeção.
Com a pequena Maitê Roncari Reis, de 3 anos, não foi diferente. “Tem que trazer para prevenir. Vim só agora no final da campanha, porque ela estava resfriada. Então resolvi esperar que ela melhorasse primeiro, mas o importante é trazer todos os anos”, disse Lívia Reis, mãe de Maitê.
Há também mães que levaram seus filhos apenas no final da campanha, porque haviam se esquecido do prazo final. “Me confundi e pensei que a campanha ia até a próxima semana, até que minha mãe me ligou perguntando se já tinha trazido o Gustavo para vacinar. Aproveitei meu horário de almoço e trouxe ele, porque sei da importância da vacinação”, disse a vendedora Juliana Souza, mãe de Gustavo Souza, de 4 anos.
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