Estudos e relatórios periódicos do Bird (Banco Mundial) têm assinalado que ‘o desenvolvimento é o mais importante desafio enfrentado pela raça humana’. Sublinha também que ‘ele (o desenvolvimento) não é um sonho impossível, mas, sim, uma realidade palpável’. O desafio é simples: melhoria da qualidade de vida.
Ao formular estratégias políticas e dispor de recursos para financiar ações concretas (projetos), o Bird enfatiza a importância da complementaridade entre Estado e mercado, indicando que as áreas carentes devem estabelecer políticas econômicas adequadas e promover, a todo tempo, a reavaliação dos papeis de cada um daqueles entes. Aí estão, por exemplo, a conveniência e a oportunidade das PPP’s (Parcerias Público-Privadas) quando o país não tem condições de realizar investimentos em infraestrutura.
Subjacentes ao processo de desenvolvimento estão três fatores: progresso tecnológico, integração econômica-e-globalização e conflitos militares. As inovações tecnológicas aumentam a produtividade, possibilitando o uso dos recursos nacionais com vantagens e a integração econômica conduz ao aproveitamento dos benefícios da globalização. As guerras são a causa principal da fome no mundo e não a pobreza ou a insuficiente produção agrícola. É imperativo dar fim a elas.
Ao baixar a bola para o Brasil, onde o Banco Mundial também está, pergunto: o que o governo tem feito e o que fará nos próximos quatro anos para superar nossa abjeta condição de economia estagnada? O Estado não tem sido bem sucedido ao enfrentar o desafio do desenvolvimento. Inovações? Na agricultura há algum progresso. Na indústria, nada! Aqui, os empregos qualificados desapareceram. Integração econômica? Satisfazemo-nos com o Mercosul (leia-se Argentina) e a China (relação neocolonial), teimando em não nos inserir no mundo. Não temos guerras. Nem política econômica adequada.
Vicente P. Oliveira
Economista — FEA/USP
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