O IMA (Instituto de Medicina do Além) atende milhares de pessoas às quartas-feiras e aos sábados para tratamento espiritual. O local oferece ainda outros serviços como sessões de reiki, cromoterapia, estudos da Doutrina Espírita e refeições. Apesar de todos os serviços oferecidos pelo Instituto serem gratuitos, enganam-se aqueles que imaginam que a folha de pagamento da instituição tem muitas cifras. Cerca de 350 voluntários são os responsáveis por executar boa parte dos trabalhos do IMA.
“A grande maioria dos meus colegas voluntários do IMA passou por algum tratamento na instituição, se curou e também viu a seriedade do trabalho então acabou virando voluntário. O que faz as pessoas virarem voluntárias no IMA é a gratidão”, disse o engenheiro Breno Hernandes, 30, que é voluntário no instituto há três anos.
O engenheiro decidiu ser voluntário no IMA após passar por dois tratamentos no local. Ele conta que ambas as curas que ele obteve com o auxílio do hospital espírita foram as responsáveis por fazer dele um voluntário da instituição. “Tratei lá uma primeira vez e quando passei pela cirurgia espiritual pareceu que a doença tinha sido tirada com a mão. Anos depois tive uma gastrite muito séria e lembrei do IMA. Estava tão desesperado que fui lá em um dia que não tinha consulta. Conversei com o João Berbel (médium), a gente rezou junto e a dor da gastrite passou. Foi então que decidi que tinha que fazer algo por aquele lugar que fez tanto pra mim.”
Breno trabalha na sala de atendimento do IMA às quartas-feiras auxiliando o médium João Berbel durante as consultas e cirurgias. “Na consulta a gente pergunta o que o paciente tem e passamos o problema para o Doutor (Alonso, na figura do médium João Berbel) e ele nos avisa quais remédios a pessoa vai ter que tomar. Na cirurgia também informamos qual o problema do paciente para o Doutor”, disse o engenheiro que passa cerca de três horas e meia por semana no IMA.
Retribuição
Gratidão também foi o que levou a autônoma Maria Emília Gonçalves de Souza, 46, a se tornar voluntária no Instituto de Medicina do Além há cerca de dez anos. Ela conta que a primeira vez que esteve no IMA foi para levar o filho, na época com 12 anos, para tratar uma bronquite. O resultado positivo do atendimento do garoto fez com que ela decidisse passar também por tratamento no instituto. “Minha cunhada sugeriu que eu o levasse. Tinha separado do meu ex-marido e estava com depressão então quis me tratar também. Melhorei tanto, me senti tão bem, que tive vontade de fazer o bem, então me ofereci para ser voluntária.”
Inicialmente Maria Emília trabalhava no laboratório onde são manipulados os remédios fitoterápicos distribuídos gratuitamente pelo IMA. Depois a autônoma foi transferida para o setor da farmácia onde são distribuídos os remédios gratuitos aos pacientes. Maria Emília trabalha voluntariamente às quartas e sábados e ainda cuida do grupo de artesanato da instituição. “Recebo tanta coisa boa do IMA que comecei a achar que o que eu fazia não era o suficiente, e como faço artesanato, conversei com a diretoria e montei um grupo que funciona toda terça à tarde. Somos cerca de 12 pessoas. Ensinamos umas às outras e fazemos peças para serem vendidas nos bazares realizados pelo IMA.”
Maria Emília conta que encara suas atividades na entidade como um compromisso. “Aquilo é um trabalho, mas é gratificante. Por lá passam mais de cinco mil pessoas nos dias de atendimento, recebendo tudo de graça e é muito bom saber que eu faço parte daquilo ali.”
Os mais de 300 voluntários do IMA são divididos por equipes. Cada grupo é responsável pela farmácia, laboratório, cozinha, sala de atendimento, colheita das plantas medicinais no sítio, organização das filas e distribuição de receitas, dentre outras.
Para Breno, a satisfação das centenas de voluntários é justamente fazer um trabalho sem receber pagamento em dinheiro em troca. “É a gratuidade de tudo que torna o trabalho do IMA uma coisa nobre. Se algum dia cobrar um centavo lá acho que não volto mais.”
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