Oportunidade


| Tempo de leitura: 1 min
Há importantes oportunidades no ar. Acredito que o Ministério do Meio Ambiente deveria liderar um grande e massivo investimento nas casas dos cidadãos e nas empresas pela instalação de geradores de energia solar fotovoltaica e térmica (o que resolveria os enormes gastos dos chuveiros elétricos) e eólica, com investimentos na forma de empréstimos e isenção de impostos. 
 
As cidades de Ribeirão Preto e Guatapará dão exemplo de produção de biogás de lixo e de esgoto que devem ser imitadas pelo governo, contratando usinas para suprir e complementar a energia durante a ausência do sol ou de ventos. Fará reduzir a necessidade de energia hidroelétrica ou termelétrica. Na Califórnia, o governo paga metade dos equipamentos, exigindo apenas que os painéis sejam apontados ao oeste para fornecer mais energia no fim da tarde, pico de consumo. 
 
O Ministério brasileiro também poderia coordenar bancos estatais, em municípios com potencial solar ou eólico, treinando e certificando técnicos para a instalação de equipamentos. Acredito que o objetivo deve começar pequeno e crescer, como de quinhentos equipamentos (de 1 kW ou mil de 500W) por mês, ou dois milhões e meio de reais. Daria tempo para que a produção nacional pudesse suprir parte de sua demanda e crescer junto com os investimentos. 
 
Fiz essa simulação na planilha, financiando em 48 meses, lembrando que no mês seguinte ao empréstimo, 48 avos retornam ao banco para financiar novos equipamentos. No centésimo mês serão doze bilhões de reais alocados no projeto, onze milhões de imóveis atendidos com o kit gerador, cerca de um quinto do potencial de clientes, e quase 6 GW pico instalados. Sem alocar mais nenhum centavo, em vinte anos, serão instalados mais de 100 GW pico. Se vários países estão fazendo isso, por que não nós? 
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários