‘Será que Deus existe?’


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Texto do colunista João Pereira Coutinho, no caderno ‘Ilustrada’, da Folha de S. Paulo, edição de 23/09/2014, sob o texto acima, analisa afirmações contidas em entrevista do físico e cosmólogo inglês Stephen Hawking a um jornal espanhol, segundo as quais Deus não existe, o Universo surgiu do nada e o homem saberá tudo sem precisar de Deus.
 
Nas suas ponderações, o colunista diz que, ainda que devendo muito respeito à sapiência do cientista inglês, parece-lhe bizarra e impossível a previsão de que o homem virá a saber tudo de tudo. Lembrando Karl Popper, tido como um dos maiores filósofos da ciência do século passado, evoca-lhe a teoria da impossibilidade de saber-se como será o conhecimento científico no futuro. 
 
No que transcende o pobre rés do nosso chão, por exemplo, conclusões científicas se substituem. 
 
A Terra já não é mais o centro do Universo, assim como não é mais o Sol. A teoria de que o Universo veio do nada choca com a idéia, aceita pelo Espiritismo, de sua sempiternidade que, por sua vez, coloca em cheque a teoria do Big-Bang como início de tudo. 
 
É dinâmica a evolução que descobre a realidade tanto do macro quanto do infinitésimo, substituindo posicionamentos tidos orgulhosamente como conclusivos. 
 
A lógica nos parece impor inaceitável a ideia de que alguma coisa possa surgir do nada, ainda mais quando essa coisa é o Universo, cuja infinitude é impossível de ser alcançada com base apenas em conceitos meramente humanos. 
 
Quanto à necessidade de Deus, a Doutrina Espírita, para explicar a existência do Universo, vale-se do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa. 
 
Se o efeito é inteligente, a causa há que ser inteligente o que se junta à certeza de que a harmonia e a função dos astros bem como as inteligências que as admiram não foram feitas pelo homem. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca.
 

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