Morreu por volta de 2 horas de ontem, sexta-feira, 21 de novembro, no Hospital São Joaquim/Unimed, o respeitado eletrotécnico francano, José Pereira da Rosa. Segundo informações da família, Rosa sofreu fratura em queda, há algumas semanas. Passou por cirurgia e recebeu alta. Estava se locomovendo com uso de bengala. Dia 29 de outubro, sentiu-se mal em casa. Socorrido no Hospital São Joaquim, teve infecção urinária diagnosticada e foi internado. Sua idade - 89 anos - e complicações do processo infeccioso o levaram para a UTI do hospital, onde esteve até por dia 18. Foi para um quarto para a continuidade do tratamento, mas não resistiu.
Estava viúvo e, do casamento, teve dois filhos. Atuou, nos anos 60, na manutenção de equipamentos eletrônicos comercializados por lojas francanas. Especializou-se nos anos seguintes em equipamentos de transmissão de rádio e televisão, passando a atender as emissoras Hertz, Imperador, Difusora, Três Colinas (francanas), Sociedade AM e Zebú FM, de Uberaba (MG).
Segundo o empresário Agostinho Galgani da Silva, diretor da rádio Imperador, de Franca, e Zebú FM, de Uberaba, ‘Rosa foi um profissional confiável, despreocupado de dinheiro, sempre disposto a abrir mão de seu conforto para atender chamadas de urgência que as emissoras das quais cuidava lhe faziam. Ele ia e não descansava enquanto não devolvesse operacionalidade aos equipamentos’.
Foi, também, funcionário da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura. Antônio Carlos Fernandes, presidente da Associação de Imprensa, Rádio e TV de Franca, considera José Rosa determinante para que Franca tivesse aqui, o sinal da TV Cultura. ‘Ele implantou retransmissoras em Altinópolis e Brodosqui, e não descansou enquanto não conseguiu autorização para implantar, em nossa cidade, o parque retransmissor do canal. Seus serviços se estenderam também, à operacionalização de torres de outros canais que, paulatinamente, chegaram à cidade.
Galgani da Silva, que manteve relação profissional e de amizade de décadas com Rosa, declarou que ‘Franca não pode deixar de reconhecer o pioneirismo de Rosa no campo da televisão. Foi um ‘quase’ voluntário em seu desejo de dotar a cidade de transmissões de qualidade quando as transmissões ainda eram preto e branco. Como francano, queria, para si, e por extensão, para todos, as maravi-lhas da TV. Melhor que tudo, alcançou sucesso em tudo o que pretendia’.
O velório aconteceu no São Vicente de Paula, seguindo-se sepultamento às 16h30 de ontem, no Cemitério Santo Agostinho.
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