Garoto de 7 anos amplia seus limites físicos no futebol


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Octávio faz a cobrança de falta em coletivo realizado na aula
Octávio faz a cobrança de falta em coletivo realizado na aula
“Infelizmente não dá. A prótese dele pode machucar os outros alunos”. Esta foi a resposta que a mãe de Octávio Augusto Cardoso, de 7 anos, recebeu de uma das maiores escolinhas de futebol de Franca. Ele não teve direito sequer a um teste no esporte que sempre foi um sonho. Para a mãe de Octávio, Viviane Macários, seu filho já nasceu com a vontade de jogar futebol. E ele confirma que realmente é apaixonado pelo esporte. “Eu amo futebol, meu sonho é ser um jogador”, confirmou. Seu time? O Corinthians.
 
Octávio nasceu com uma deficiência na perna direita (até 2007, era o terceiro caso da doença no mundo), mas sempre se comportou como um garoto normal. Hoje, ele faz todos os exercícios propostos nas aulas de educação física e, agora, integra a equipe de futebol da Associação Sabesp. 
 
Depois do não, o professor de educação física (1ª série) do garoto procurou a Associação Sabesp a pedido de sua mãe, Viviane Macários. Diferente da escolinha anterior, ele teve direito a pelo menos um teste. O menino surpreendeu a todos, principalmente o professor e técnico da equipe, Fabiano Pradela. Em minutos, ele conseguiu provar que poderia jogar.
 
“Show de bola. (Ele) Joga normalmente, é competitivo, dedicado, chuta, divide bola. Faz tudo sem se lamentar. Ele reconhece seus erros em campo e, sem se abalar, busca alternativas”, explicou Pradela sobre o comportamento de Octávio. O treinador só lamentou a primeira negativa que ele recebeu. “A única coisa ruim foi ele ser rejeitado pela outra escola, sem ter a chance de mostrar do que era capaz”, opinou.
 
Desde que conquistou sua vaga na equipe, Octávio treina regularmente. Nestes meses, garante o técnico, não foi passando a “mão na cabeça” que a deficiência física do pequeno atacante e meio-campista foi contornada. A solução, segundo Pradela, é tratá-lo da forma mais natural possível, porque tudo lhe é permitido, inclusive achar formas de melhorar seu desempenho. “Por não ter o joelho direito, ele não consegue dobrar o outro em pé, mas senta e o dobra normalmente. Fora isso, posso garantir que ele faz tudo o que um aluno normal faz. Não fica para trás de ninguém”, ressaltou. Se ele será um jogador, pouco importa. O exemplo de luta, adaptação e persistência transforma sua história. “É muito importante tê-lo em nossa equipe. É uma lição de vida, um menino sensacional”, disse o técnico. 
 
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