Estoque baixo pode levar Franca a pedir sangue para Ribeirão Preto


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Sala do Hemocentro ontem. Instituição registrou queda no número de doadores nas últimas semanas
Sala do Hemocentro ontem. Instituição registrou queda no número de doadores nas últimas semanas
O baixo estoque de sangue do Hemocentro de Franca pode levar a cidade a pedir auxílio à reserva de Ribeirão Preto para atender a três cirurgias agendadas para próxima semana, além das necessidades emergenciais. 
 
Segundo o captador de doadores, Hélber Cintra, a instituição precisa de, no mínimo, 1.200 doações por mês. Em outubro, o Hemocentro de Franca recebeu 1.203 doadores, mas ontem o estoque da unidade era de apenas 290 bolsas de sangue. Por conta da baixa, o local abrirá as portas nos feriados desta quinta-feira e do próximo dia 28, das 7 horas ao meio-dia. “Nosso estoque varia diariamente, mas registramos um número muito maior de saída de sangue do que de entrada em novembro.”
 
Segundo Cintra, as três cirurgias da próxima semana irão exigir bolsas de sangue dos tipos A negativo e B negativo, que são perfis cujos estoques costumam ser mais baixos. Ontem, o estoque de B negativo do Hemocentro de Franca era considerado suficiente para atender a demanda, mas a quantidade de bolsas do tipo A negativo era considerada a mínima necessária. Já a de O negativo se encontrava abaixo da necessidade da instituição.
 
“O fator negativo é mais raro, então é normal ter um menor estoque desse tipo sanguíneo. As cirurgias vão acontecer de qualquer forma, mas talvez teremos que pedir auxílio para Ribeirão. E isso não é bom, porque a bolsa de sangue acaba passando por uma variação de temperatura, entre outros fatores. Para uma emergência, nosso estoque atual está baixo”, disse (veja os tipos sanguíneos doadores e receptores em quadro nesta página).
 
Para Cintra, a proximidade das férias e a interrupção por quatro dias das atividades do Hemocentro no fim de outubro são fatores que podem estar comprometendo o estoque atual de sangue. “Reformamos o prédio para adaptar o local para deficientes físicos e, por isso, ficamos sem atender por dois sábados e duas segundas, que são os dias que mais recebemos doadores. Em novembro, também muita gente está entrando de férias e, nessa época, nosso estoque chega a cair mais da metade.”
 
A professora Maristela da Rocha, 43, já é doadora há anos e reservou o final da tarde de ontem para fazer doação de sangue. “Morro de medo de agulha, mas supero, pois sei que a doação ajuda muita gente”, disse.
 
O Hemocentro de Franca atende atualmente todos os hospitais da cidade e de mais 22 municípios da região, o que representa 13 instituições de saúde e 608 mil habitantes.
 

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