‘Dataedson’ aponta Marco


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O vereador Luiz Cordeiro (PSB), que alimentava a esperança de presidir a Câmara em 2015, foi à Prefeitura ontem cedo, subiu as escadas que dão acesso ao gabinete, sentou-se com Alexandre Ferreira (PSDB) e avisou: “Prefeito, desisti. Não vou disputar as eleições’” Em seguida, declarou apoio a Marco Garcia (PPS), agora candidato único. O prefeito sorriu. Deve ter ficado mais aliviado por não ver mais dois integrantes da sua base de apoio se enfrentando pela cadeira de presidente. Se havia alguma dúvida em relação à vitória de Marco, segundo o “Dataedson”, não há mais. Não será surpresa se ele levar os 15 votos.
 
Após o café com o prefeito, Cordeiro confirmou à coluna porque tomou a decisão de não seguir com a candidatura. “Não é o momento ideal. Sabemos o que está rolando, o que vai acontecer, e é melhor deixar alguém mais experiente na presidência.” Ele se refere à série de ações judiciais deflagradas contra a Câmara nos últimos anos e que podem explodir a qualquer momento. A herança deixada por Jépy Pereira (PSDB) é um abacaxi que poucos topam descascar. A perspectiva de derrota também pesou para que jogasse a toalha. “Temos que ter, acima de tudo, humildade e clareza no que queremos. Vou votar e apoiar o Marco Garcia.” As eleições para presidente da Câmara acontecem dia 4 de dezembro. Mesmo com Cordeiro na parada, Marco calculava ter 11 votos garantidos, três a mais do que precisava para se eleger. 
 
Só não contava com os votos do próprio Cordeiro, de Nirley de Souza (DEM), Valéria Marson (PSDB) e de Jépy. Nada impede que algum vereador lance seu nome para ter “15 minutos” de exposição nos próximos dias, mas o atual cenário indica que Marco Garcia só não será o presidente em 2015 se não quiser. 
 
Como sua vitória parece ser apenas uma questão de dias, é possível que todos os adversários se juntem a ele e que as eleições na Câmara sejam decididas por unanimidade. A maior dificuldade será acomodar tantos pretendentes aos poucos lugares existentes na Mesa Diretora.
 
Tá bem de líder... Se Marco for eleito, o prefeito terá que procurar outro líder na Câmara, como teve que fazer após a renúncia de Adérmis (PSDB) no fim do ano passado. Jépy está de olho na vaga. Laercinho (PP) também.
 
Guarda de trânsito: O prof. dr. José Antônio Lomônaco, diretor-geral da Câmara, mandou e-mail para servidores e vereadores reclamando que alguns estão utilizado o estacionamento sem cuidado. Alertou para pontos como: ‘a velocidade máxima para o local é a de 20 km/h; o local não é apropriado para manobras de ultrapassagem; ao se deparar com colega a sua frente, mantenha-se atrás dele, até que ele opte por uma das vagas. Não o ultrapasse (muito menos pela direita, como vi hoje cedo), a fim de que, quando ele virar para a vaga, não o abalroe, causando prejuízos a todos (vergonha para mim ter de pedir isto a pessoas que trabalham em uma casa de leis)’.
 
Sessentão: Jépy Pereira dará festa, sábado, para comemorar os 60 anos. No convite, escreveu que vai tirar o cartão de idoso para poder usar vagas preferencias em estacionamentos, bancos e supermercados. Para lembrar a data, convidou 60 amigos que definiu como ‘especiais’. Apenas cinco vereadores fazem parte do grupo. Não sei porque, fui esquecido.
 
Por que vetar? O prefeito Alexandre Ferreira gosta de procurar sarna para coçar. Alegando vício de iniciativa, vetou o projeto de Nirley de Souza (DEM) que torna obrigatório, para a aprovação de loteamentos, o plantio de árvore na calçada diante dos lotes.
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

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