Especialista diz que atualmente existe uma valorização da comunidade e da cultura negra


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No Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado nesta quinta-feira, 20, o mestre em história social pela USP (Universidade de São Paulo) e doutor em educação pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) Alfredo Boulos Júnior explica o crescimento no número de negros com ensino superior a uma série de fatores. Segundo ele, houve um fortalecimento dos movimentos sociais e também uma valorização da comunidade e da cultura negra, que muito contribuíram com esse avanço.
 
Para Boulos, as políticas de governo possibilitaram o acesso do negro à universidade e, ao mesmo tempo, fizeram aumentar a autoidentificação dos negros. Segundo ele, mais pessoas têm se declarado da raça negra durante as pesquisas do Censo. “Com as políticas de cotas e reserva de vagas nas universidades e concursos, aqueles que se diziam marrons e mestiços passaram a se assumir como negros.”
 
O especialista, que também é autor da coleção didática História, Sociedade & Cidadania da Editora FTD, disse que a melhora da renda com a ascensão das classes sociais e o trabalho da promoção da autoestima do negro na escola são outros fatores que favoreceram esse crescimento no número de pessoas negras formadas. 
 
“A África passou a ser inserida no currículo escolar e o negro, que antes só era visto na condição de escravo, passou a ser estudado como sujeito, como personalidade de destaque. A comunidade negra começou a ser mais valorizada, assim como a cultura que ela produz”, ressaltou Alfredo Boulos Júnior.

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