Garota de 15 anos ataca e fere a facadas o próprio pai


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Uma equipe do Samu socorreu o pai até o PS Municipal
Uma equipe do Samu socorreu o pai até o PS Municipal
A discussão entre um sapateiro desempregado de 48 anos e a filha, estudante de 15, quase terminou em morte no final da tarde de segunda-feira. O pai, embriagado, atirou uma faca e atingiu o braço direito da jovem. Ela pegou a arma no chão e partiu pra cima do genitor. O desempregado foi ferido várias vezes. Os fatos ocorreram na residência da família, localizada no Jardim Bonsucesso, zona Oeste. A mãe, ajudante de cozinha de 46 anos, foi avisada por vizinhos, chegou em casa e viu marido e filha feridos.
 
Em relato ao delegado João Paulo de Oliveira Marques, que respondia pelo Plantão Policial na noite de segunda, a jovem disse que estava sentada na calçada em frente à residência conversando com amigas. O pai chegou e a repreendeu por estar na rua. Ele mandou que ela entrasse, mas a mesma não atendeu. O pai, então, foi ao interior da casa, voltou com uma faca, a ameaçou e insistiu que ela entrasse. De novo, ela não obedeceu. Minutos depois a jovem entrou para pegar água e a discussão reiniciou.
 
O desempregado, segundo a filha, pegou uma faca e ela um pedaço de madeira. O pai atirou a arma branca na direção da garota, atingido-a no braço direito. Ela se apossou da mesma faca e acertou vários golpes no pai. Vizinhos ligaram para a mãe da jovem. Ela foi para a casa e se deparou com os dois feridos. Uma equipe do Samu socorreu o pai até o PS Municipal. A filha recusou atendimento médico.
 
Policiais militares foram acionados. “É comum ele chegar em casa bêbado e agredir a todos”, disse a jovem aos PMs. Ela e a mãe foram apresentadas no Plantão. No Pronto Socorro, os atendentes relataram que o desempregado estava embriagado e tinha dificuldades em fornecer a própria qualificação, como nome e data de nascimento. A lesão mais grave foi constatada no pulso esquerdo. Os ferimentos no pulso direito, cotovelo esquerdo e no tórax foram superficiais.
 
A jovem foi ouvida e liberada após a mãe assinar um termo se comprometendo a apresentá-la todas as vezes que for intimada. Perguntada na saída do Plantão Policial se não estava arrependida, a garota disse que não. “Ele (pai) só sabe beber e viver nos ameaçando e agredindo”, enfatizou a jovem. “Mas você feriu seu pai”, lembrou um policial. “Não to nem aí”, completou a estudante, ao lado da mãe, antes de ganhar a rua Major Claudiano com destino ao terminal central de ônibus.
 
O caso foi encaminhado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). O delegado Luís Carlos da Silva, que responde interinamente pela especializada, só se manifestará sobre o caso após tomar conhecimento de todos os detalhes da ocorrência.

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