Praça de alimentação do Franca Shopping vira palco de furtos


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Delegado responsável por investigar ocorrências registradas no shopping diz que casos de furtos têm se tornado comuns no local
Delegado responsável por investigar ocorrências registradas no shopping diz que casos de furtos têm se tornado comuns no local
Quem costuma frequentar o Franca Shopping deve redobrar a atenção. Nos últimos dias, pelo menos três casos de furto foram registrados na Praça de Alimentação do centro de compras. As vítimas são mulheres. Os ladrões se aproveitam de uma distração para agir e furtar bolsas e carteiras. A Polícia está investigando, mas ainda não prendeu ninguém. A administração do shopping, segundo as vítimas, não tem oferecido qualquer tipo de apoio. 
 
Um dos casos aconteceu na hora do almoço na última sexta-feira. A vítima, que pediu para não ser identificada, resolveu ir ao shopping para usar a agência bancária que existe no local e aproveitou para levar o filho de 11 anos para almoçar. “Entramos e fomos direto no Giraffas. Estava com a bolsa a tiracolo. Fizemos nossos pedidos e sentamos a umas três mesas de distância do restaurante. Coloquei a bolsa na cadeira e só notei que não estava mais lá quando fui pegar meu celular”, conta. 
 
Na hora ela pediu ajuda porque as chaves do seu carro estavam na bolsa roubada e ela temia que o mesmo acontecesse com o automóvel. “Um senhor viu que estava em pânico e me ajudou. Foi comigo procurar um segurança, que me disse que não podia fazer nada nem me acompanhar até o carro. Foi esse senhor que me ajudou em tudo.”
 
Com o celular do homem, a mulher conseguiu ligar para o marido que trouxe a chave reserva. Ao pedir ajuda na administração para tentar entender como ocorreu o furto, veio a surpresa. “Eles disseram que não podiam ajudar em nada. Se eu quisesse ter acesso aos vídeos de segurança, teria de pedir judicialmente.”
 
Ela, então, ligou para a polícia ainda na esperança de que o ladrão pudesse estar pelo shopping. “Mas eles disseram que não podiam entrar no shopping, porque é um estabelecimento particular. Me senti desamparada.”
 
Sem outra solução, a mulher registrou o caso na delegacia e agora luta para recuperar os documentos que perdeu. “Na minha bolsa estava a minha vida. Todos meus documentos, do meu filho e da tia de quem cuido. Sem falar em cartões de crédito e cheques. Ao todo, meu prejuízo ultrapassa os R$ 4 mil”, revelou a vítima. 
 
A história dela não é muito diferente da vivida por Marina Gersanti, 26 anos, bancária, e sua mãe. As duas estavam jantando na noite da última quinta-feira com mais duas pessoas. “Não entendo como o ladrão conseguiu pegar a bolsa sem que ninguém percebesse. Estávamos em quatro e tinha muita gente sentada ao nosso redor.”
 
A bolsa pertencia à mãe de Marina e também continha a chave do carro, documentos, celular e dinheiro. Ela conta que pediu a ajuda dos seguranças, mas que nada fizeram. “Eu fui lá na administração, queria ver as imagens para saber quem tinha sido. Queria que eles fossem atrás do bandido, mas nada. Não me deixaram ver e ainda disseram que não tinham como ajudar. Fiquei indignada.”
 
Marina não tinha chave reserva do veículo e foi obrigada a esperar o shopping fechar para que pudesse ter acesso ao seu carro. “Eles não me deixaram acionar o chaveiro. Tive que esperar até a meia-noite e ainda assinar um termo de responsabilidade, mas o pior para mim foi quando duvidaram que tinha sido um furto e me perguntaram se não tinha esquecido a bolsa em algum lugar.” Ela também registrou boletim na polícia. 
 
O delegado Luiz Carlos da Silva, do 1º Distrito, responsável por investigar os casos, disse que já abriu inquérito para apurar as ocorrências que, segundo ele, têm se tornado comuns. “Não tenho um número exato para lhe passar, mas há muitas ocorrências no shopping sim. Não apenas de bolsas, mas também de celulares.” O delegado já requisitou as imagens do circuito interno para as investigações. 
 
A administração do Franca Shopping foi procurada, por meio da assessoria de imprensa, para comentar o assunto e informou que deverá auxiliar as autoridades competentes na investigação dos casos. 
 
 

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