A direção da Contra-mão apontou que uma série de exigências que considera abusivas teriam impedido a vinda da turnê comemorativa dos 25 anos dos Racionais a Franca. “Esse show não era vendido mas realizado pela própria produtora deles, a Boogie Naipe. O que faríamos era a produção local do show, que foi o que fechamos com eles”, disse Danilo Nobre.
De acordo com ele, a Boogie Naipe teria entrado em contato com o Castelinho, combinado as exigências e pagado o preço acertado, mas, durante a assinatura do contrato, “algo teria mudado”. O que havia sido combinado estava alterado. Com isso a produtora teria desistido e o show que aconteceria em Franca foi transferido para Uberlândia.
“Já fizemos diversos shows em Franca e região e nunca vimos antes exigências como as que foram feitas pelo Castelinho; como por exemplo, exigir que a produtora se responsabilizasse, com o pagamento de multa ao clube, pelo que viesse a ocorrer em área pública, na rua. Outra coisa era a cobrança de multa por menor encontrado no estabelecimento. O evento não era voltado para esse público e ele não seria admitido ali dentro, mas não é da alçada do Castelinho nos cobrar por isso, mas cabe à Vara da Infância e Juventude. Já existe uma legislação a respeito.”
Em nota enviada ao Comércio, a diretoria do Castelinho rebate as afirmações. “Quanto ao show dos Racionais, os produtores alteraram as cláusulas contratuais após a finalização das negociações e com isto inviabilizando a efetivação final do contrato do que foi feito de comum acordo com a contratante e consequentemente o reembolso do valor pago, sendo este já efetivado”. Quanto às queixas sobre penalizações relacionadas a incidentes ocorridos em vias públicas, ao redor do clube, o Castelinho não se manifestou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.