‘As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.’
(Cantares. 8.7.)
O amor é o sentimento mais nobre do livre arbítrio. O Criador, em sua sabedoria, nos criou para amar. O amor torna a relação humana agradável e prazerosa, e quando desenvolvemos este sentimento em nossos corações, pavimentamos caminho de felicidade.
No entanto, muita gente que diz ter casado por amor, hoje vive vida frustrada e decepção amorosa bem presentes no dia a dia. Mas, por que isto acontece? Acontece porque misturamos ao amor, sentimentos, emoções, desejos e expectativas irreais em relação ao parceiro, e que, não atendidos, provocam desgaste e põem fim à relação.
Quando falamos desse tema é necessário que façamos distinção entre amor e paixão. Embora se pareçam, são bem diferentes. O amor tudo suporta, tudo crê e tudo espera.
A paixão é egoísta, é impaciente e tem vida útil curta. Segundo especialistas no assunto, dura de dezoito meses a três anos. Depois disto é seguida de cansaço, desinteresse e até aversão. Já o amor, é duradouro.
Em I Coríntios 13, o apóstolo Paulo nos dá verdadeira aula acerca do amor. Diz o texto: ‘O amor é sofredor, é benigno. O amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses’. O amor é primo da fé e da esperança, constituindo assim, o tripé de sustentação da vida cristã.
O amor é fruto da capacidade humana de decidir. Somos o único animal capaz de decidir. Portanto, amar requer decisão e comprometimento com o que se decidiu. E essa decisão não se baseia em lógica ou razão, é algo tão divino que acontece de forma inexplicável. É por isto que o amor é o princípio da graça.
Em Provérbios 18.22, está: ‘Quem encontra uma esposa encontra algo excelente e recebeu uma bênção do Senhor.’ Mostra-nos que o casamento, quando acompanhado de amor, tem a capacidade de cimentar e dar estrutura à mais poderosa instituição da terra.
Tanto é verdade que o próprio apóstolo, ao ensinar acerca deste assunto, mostra que digno de honra entre todos é o matrimônio, e o leito deve ser sem mácula. Mas por que o matrimônio é a instituição mais importante da terra? Porque é o matrimônio que dá origem à família, e a família é base da sociedade e da igreja, ou seja, sem família não teríamos sociedade e muito menos igreja.
Caro leitor. Esta breve mensagem tem o objetivo de levá-lo a refletir sobre o amor e a paixão, especialmente entre um homem e uma mulher.
Vivemos dias em que as pessoas estão se tornando descartáveis, algo que se usa e logo se descarta. É por isso que existe uma multidão de pessoas machucadas, feridas, deprimidas e frustradas no amor. Acontece porque abriram mão de ter em suas vidas, a essência do amor que é Jesus Cristo.
Não façamos assim. Pelo contrário, vamos lutar para amar e valorizar o casamento. Vamos amar com toda força da alma nossa família e, acima de tudo, não vamos abrir mão de princípios que podem nos permitir a conquista da verdadeira felicidade.
Lembre-se que no amor não há medo. A contrário. O perfeito, verdadeiro amor expulsa o medo, porque medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
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