Ao chegarem ao Brasil, entre 1888 e 1897, duas famílias italianas escolheram a região de Franca para se estabelecerem e aqui criarem seus filhos. Juntos, os Bérgamo e os Maritan tiveram 19 filhos (13 homens e 6 mulheres). Ao se conhecerem, acabaram por promover o casamento de três irmãos de um lado com três do outro. Na verdade, dois irmãos e uma irmã dos Bérgamo se apaixonaram e casaram com duas irmãs e um irmão dos Maritan.
Do triplo casamento surgiram 23 filhos “primos irmãos” e uma centena de netos, bisnetos e tataranetos. Com a morte dos patriarcas, a família Bérgamo Maritan se distanciou. Mas, depois de alguns anos, voltou a manter contato por meio de uma rede social.
E foi durante os bate-papos virtuais que surgiu a ideia de se encontrarem para fortalecer os laços e aproximar gerações antigas das mais novas. “Dos três casais, dois foram morar em um mesmo terreno na Vila Nova, aqui em Franca. Eram duas casas separadas, mas com um quintal comum. Era nesse espaço que as famílias sempre se reuniam. Com o tempo e as mortes nas famílias, as festas cessaram e agora nós queremos resgatar esses encontros”, disse José Victor Maritan Gonçalves, bisneto de um dos casais. Segundo ele, as grandes reuniões de família aconteceram até a década de 1990.
Após um ano de organização, a data do primeiro megaencontro da família Bérgamo Maritan foi marcada para o último sábado, 15, em uma chácara na saída para Ribeirão Corrente. Segundo José Victor, apesar de nunca terem perdido o contato, a festa teve o intuito de juntar o máximo de familiares, espalhados por vários cantos do Estado, já que muitos nem se conheciam. “Pegamos um líder de cada ramo da família e começamos a preparar a festa, fizemos os convites e os crachás, além de um vídeo com fotos antigas e painéis com um pouco da história das famílias. A nossa intenção é que a festa se torne anual.” (Leia mais sobre a festa no apoio).

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