Câmara pode e deve fiscalizar mais


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A Câmara Municipal tem como primordial prerrogativa a fiscalização dos atos do Executivo, bem como a elaboração de novas leis municipais, indicações e requerimentos. Mas sentimos que nossos vereadores deveriam estar mais atentos a isso, auxiliando inclusive a população em suas queixas e sugestões, o que nem sempre se percebe. E isso vem desde a legislatura passada. Podemos citar algumas situações: Na legislatura passada, permitiram, sem contestação, a desapropriação de imóveis na Praça Carlos Pacheco e a construção da Casa da Cultura, quando o município podia ter preservado para isso, com grandes vantagens, a histórica sede da AEC-Centro, custando muito menos do que se gastou na outra construção. Não ouvimos uma palavra da atual Câmara a respeito. Se o Estado financiou, não vem ao caso, já que é dinheiro público e podia ser melhor aplicado. Outros gastos exorbitantes foram anunciados na adaptação do chamado “esqueleto” para sede da Secretaria Municipal de Educação, mas também não percebemos qualquer manifestação do Legislativo. Outra: A cidade clama por uma campanha bem estruturada e extensa no trânsito, mas a secretaria da área não se manifesta, como se tudo estivesse às mil maravilhas, e os abusos e acidentes continuam. Os bancos atuam como querem, obrigando o cliente a esperar exageradas horas, apesar de lei municipal exigindo providências. Com os ônibus e a coleta do lixo também as reclamações se sucedem, e os usuários continuam órfãos de quem os defenda. A Câmara pode e deve atuar mais na fiscalização e nas cobranças. E não permanecer tão ausente.

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