Depois de 30 anos de luta, está prestes a acontecer a regulamentação da profissão de designer. Dia 12 deste mês houve a penúltima instância de aprovação no Congresso Nacional para que se estabeleçam condutas positivas para os designers, profissionais que em outros países são muito valorizados. As expectativas são positivas.
Com o novo tempo que será proporcionado pelo instrumento legal, vários benefícios deverão decorrer, a exemplo da redução de concorrência desleal, serem criados benefícios trabalhistas aos designers, estabelecimento da responsabilidade técnica que beneficia o contratante, participação dos profissionais em processos licitatórios na esfera pública, melhores salários, estímulo à formação contínua, melhor divulgação da atividade, estabelecimento de código de conduta, e, claro, punição por má conduta.
Há movimentos contrários mas relevante grupo de instituições batalha pela causa (Associação Brasileira de Empresas de Design, Associação Brasileira de Estilistas, Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Moda, Associação Catarinense de Design, Associação dos Designers de Produto, Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal, Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul, Associação das Empresas e Profissionais de Design do Paraná; Centro Brasileiro de Design Industrial, Design na Brasa, Setorial de Design do Ministério da Cultura, Sociedade Brasileira de Design da Informação, Centro Brasil Design.
O próximo passo, após a aprovação da Lei, é a sanção da Presidente Dilma Rousseff para que neste contexto o Brasil possa buscar o diferencial competitivo entre os seus produtos colocados no mercado para um consumidor final cada vez mais exigente, respaldados tecnicamente por um designer regulamentado.
Ana Brum
Diretora técnica do Centro Brasil Design
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