Preço de carnes e hortaliças dispara


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O autônomo Sidney Silva foi até um varejão ontem comprar limão: ‘Se o preço não melhorar, vou trocar pelo vinagre. Pago hoje pelo limão o que pagava pela carne’
O autônomo Sidney Silva foi até um varejão ontem comprar limão: ‘Se o preço não melhorar, vou trocar pelo vinagre. Pago hoje pelo limão o que pagava pela carne’
A ida aos supermercados, varejões e açougues não tem sido tarefa fácil para o francano. Devido ao clima impiedoso de seca, os preços de diversos alimentos subiram muito, em especial o das carnes e hortifrútis. Desta vez, o vilão é o limão. O produto, que custava R$ 3 o quilo há poucos dias, hoje é encontrado por até R$ 12. Já a soma dos preços de seis tipos de carnes, avaliadas mês a mês pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas Sociais) do Uni-Facef, teve em novembro deste ano o maior pico, R$ 89,26. No mesmo período do ano passado esta soma foi de R$ 77,17.
 
O aumento é reflexo da alta recorde no Estado do valor da arroba do boi que atingiu, nesta semana, R$ 144,21, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Assim, a picanha, por exemplo, que antes era comercializada a R$ 34,90, pode ser encontrada a R$ 42 e há possibilidade, segundo o dono do açougue Distak, Paulo Roberto Covas Silva, de alcançar R$ 50. “Uma combinação de fatores contribuiu para elevar os preços, mas o principal é a estiagem. O segundo fato, que também é importante, foi a liberação das exportações para alguns países que até então estava fechada, como é o caso da Rússia. A tendência, infelizmente, é não parar por aí. Acredito que os preços não recuem mais neste final de ano. Creio também que a arroba do boi vá chegar a R$ 155 neste ano ainda. Atualmente estamos pagando na faixa de R$ 145”, disse. 
 
Apesar de a alta ter sido geral, os cortes nobres sofreram os maiores reajustes. Segundo Silva, o quilo da alcatra, que em agosto custava R$ 19,90, agora é vendido por R$ 25,90. O contrafilé passou de R$ 22 para R$ 26,90.
 
Hortifrútis
Além do limão, o preço de outros itens como a batata, o jiló e até o chuchu também subiram. O quilo da batata, por exemplo, era encontrado até há pouco tempo por R$ 0,69 e hoje já está R$ 2,80. “Hoje a batata está na faixa de R$ 2,80 e o limão em torno de R$ 7. O normal é R$ 2,50, sendo que na época das águas é possível encontrar até por R$ 1”, disse o dono do Varejão da Fazenda, José Engler Pinto Neto.
 
Em que pese a alta, as vendas não param devido os itens serem essenciais à mesa. O autônomo Sidney Silva foi até um varejão ontem comprar limão. “Já senti um peso no bolso. Se o preço do limão não melhorar, vou trocar pelo vinagre. Pago pelo limão agora o que pagava até pouco tempo atrás pela carne”, disse.
 

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