Advogada de Davi Miguel aciona União


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Davi Miguel, com sua mãe Dinéa dos Reis Silva Gama, no Hospital Regional, onde está internado desde os primeiros dias de vida
Davi Miguel, com sua mãe Dinéa dos Reis Silva Gama, no Hospital Regional, onde está internado desde os primeiros dias de vida
A família do pequeno Davi Miguel, de 8 meses, protocolou ontem uma petição para que a Justiça Federal faça cumprir a liminar que obriga a União a arcar com todas as despesas para que o bebê seja submetido a um transplante de intestino nos Estados Unidos. A decisão, em caráter liminar, foi divulgada no dia 30 de outubro pelo juiz federal da 3ª Vara de Franca, Marcelo Duarte da Silva, e determinava um prazo 15 dias para que Davi fosse transferido para o hospital em Miami. O prazo já passou e o bebê continua internado no Hospital Regional, em Franca. Isso porque a União recorreu da decisão, mas segundo a advogada responsável pelo caso, Angélica Martori, o recurso não suspende os efeitos da liminar que foi deferida.
 
Além da cirurgia, a decisão determina que o governo federal banque os demais tratamentos necessários no Jackson Memorial Medical, em Miami, e ainda pague todos os custos do tratamento em casa que os médicos americanos recomendarem. A União terá também de ajudar a família na obtenção de passaportes e vistos, sem cobrança de taxas e em regime de urgência.
 
A multa diária estipulada pelo juiz em caso de descumprimento da decisão foi de R$ 100 mil. “Na verdade, o recurso em si não suspende o curso do processo nem da liminar que foi deferida. A liminar não foi cumprida então, hoje (ontem), estou protocolando uma petição para o juiz aqui em Franca requerendo a notificação, a ciência da União, para que se cumpra imediatamente a liminar com aplicação, inclusive, da multa”, disse a advogada.
 
Avaliação
Além do recurso, o caso de Davi também possui outra novidade. Nessa sexta-feira, a família do bebê esperou a visita de um médico argentino que viria examinar o bebê a pedido da União. O profissional não compareceu.
 
A família acredita que, com esta medida, a União esteja procurando outras alternativas para pagar o tratamento de Davi. Desta forma, pequenas pesquisas já foram realizadas pelos familiares a fim de conhecer o desenvolvimento da área de transplantes na Argentina. Pelos resultados obtidos, a família pretende não aceitar a oferta.
 
“Acreditamos que a União está tentando indicar uma outra alternativa de tratamento. Apesar destes médicos terem um pouco mais de experiência, a área de transplante entre o Brasil e a Argentina é bem equivalente. Se eles forem realmente oferecer esta alternativa não aceitaremos. Para aceitarmos tem que ser pelo menos equivalente à experiência, à prática norte americana. O que de antemão, com a pesquisa, conferimos que não é”, disse Angélica Martori.
 
Outro lado
O Comércio entrou em contato com assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, que informou apenas que a União realmente recorreu da decisão. O motivo do recurso e detalhes sobre a visita do médico argentino não foram comentados.
 

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