Texto de aluno de escola pública vai integrar antologia infantil


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Pedro Henrique Pereira, 9 anos, se prepara para ver seu texto num livro com distribuição nacional
Pedro Henrique Pereira, 9 anos, se prepara para ver seu texto num livro com distribuição nacional
Aos 9 anos de idade, o estudante Pedro Henrique Pereira, da Emeb “Frei Lauro de Carvalho Borges”, se prepara para ver em uma antologia infantil a primeira publicação de um texto seu. O feito é fruto de sua participação no III Concurso Nacional Literário Infantil - Prêmio Espantaxim 2014, em que concorreram 1.930 crianças, entre 7 e 8 anos, de 70 escolas de 13 Estados brasileiros. 
 
“Fiquei muito feliz quando me disseram que eu tinha sido um dos escolhidos”, disse Pedro, que relatou a história sobre como decidiu participar do concurso. “A gente trabalha muito com o Clubinho (suplemento infantil e semanal do Comércio) em sala de aula e, no começo do ano, tinha uma matéria falando sobre o concurso. O professor disse que quem quisesse participar poderia. Foi aí que tive a ideia.” 
 
Ainda de acordo com ele, o interesse em participar do concurso veio pelo tema deste ano: música. Em seu texto vencedor, o jovem relatou a experiência vivida durante um show de música sertaneja em Franca e seu despertar para as cordas. “Eu participo do Rondó (projeto de ensino musical) aqui na escola e, por isso, meu avô me deu um violão. Agora estou aprendendo, mas a música que eu mais gosto de tocar é o Xote das Meninas”, revelou.
 
Para a coordenadora pedagógica Renata Borges, estímulos que despertam o interesse das crianças para novos projetos são sempre observados durante trabalhos com o jornal em sala de aula. “Não é a primeira vez que os professores exploram esse material e utilizam os recursos que o Clubinho traz. A interação é grande e algo que acontece com frequência é termos divulgados no jornal os textos produzidos por nossos alunos.”
 
Assim como a coordenadora, o professor Luís Fernando Pessoni - responsável por apresentar a Pedro e seus colegas a abertura para o concurso - reforça a importância de se trabalhar o conteúdo jornalístico com os pequenos. “Os textos que o jornal traz são atuais e falam sobre o cotidiano das crianças. Com a falta d’água, por exemplo, eles tinham em mãos algo que estavam vivendo e ficou fácil trabalhar a questão”, disse o professor. “Mesmo com a tentativa da Administração Municipal em cortar o trabalho com o Comércio em sala de aula, achei louvável o jornal continuar mantendo a entrega dos volumes às escolas porque, para nós, é muito importante”, concluiu, referindo-se à decisão do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) de cancelar a participação das escolas municipais no Programa Jornal Escola.
 
A presidente do Conselho Consultivo do GCN e idealizadora e coordenadora do Jornal Escola, Sonia Machiavelli, comemorou o feito de Pedro. “Em primeiro lugar, cumprimento com muita alegria o aluno vencedor que terá seu texto publicado em antologia de circulação ampla. Fico satisfeita em saber que ele tomou conhecimento do concurso via Clubinho”, disse. Sobre o cancelamento da participação das escolas municipais no projeto, disse: “O prefeito Alexandre Ferreira não compreende que proibir difere de impedir. Ele pode proibir mas não conseguirá impedir o acesso de alunos e professores ao Clubinho, caderno produzido com cuidado e carinho para um público interessado em conhecimento, criatividade e lazer, áreas afins à educação e à comunicação, segmentos pelos quais o prefeito parece não demonstrar o apreço devido. Autocrata e narcisista, desaprova tudo que não o reflita. Louvo a coragem dos educadores que demonstram autonomia de pensamento e podem proporcionar às crianças sob sua responsabilidade crescimento com liberdade”. 
 

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