Amamentação


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Há mitos e verdades sobre a amamentação. Nervosismo, ansiedade e estresse interferem na produção de leite? Interferem. Estresse produz adrenalina que bloqueia a oxitocina, hormônio da amamentação. A quantidade de leite se reduz. Existe leite materno fraco? Mito. O leite da mãe é adequado ao filho. O primeiro leite é mais claro, com função de hidratar e saciar a sede. Depois, mais encorpado pela gordura, alimenta. Amamentar dói? Amamentar deve ser momento de prazer e interação com o bebê. Algumas mães são mais sensíveis. Casos de desconforto devem ser tratados com o ginecologista para verificar infecção, a mastite. 
 
Amamentar é método anticoncepcional no pós-parto? Parcialmente verdade. A amamentação produz a prolactina, que impede a ovulação. Se o bebê deixar de mamar nos horários corretos o ciclo menstrual pode voltar e a mãe pode ovular, correndo risco de gravidez. Silicone interfere no leite materno? Mito. Implante de silicone não atrapalha a produção de leite. Quando coloca, o cirurgião plástico tem que cuidar para que a glândula mamária não seja lesionada. Leite materno pode ser congelado? Pode. Colhido tem que ser guardado imediatamente. Vale por até 12 horas na geladeira e, congelado, por 15 dias em recipiente esterilizado. 
 
Posição do bebê interfere na mamada? Interfere. A mulher deve estar sentada e coloar o bebê contra seu corpo, cabeça apoiada no antebraço do mesmo lado do seio. Bebê deve mamar a cada duas ou três horas? Sem regra. Deve-se alimentar quando ele sentir fome. Crianças criam rotinas com o passar do tempo. Amamentar deixa seios caídos e flácidos? Depende da genética da mulher. Amamentação exclusiva até seis meses? É recomendado. Depois o bebê deve mamar esporadicamente até os dois anos. A partir do 6º  mês deve-se intercalar mamadas, alimentos sólidos e outros líquidos.
 
Érica Mantelli
Ginecologista e Obstetra pós-graduada em Sexologia pela USP

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