Consumidor se revolta com a demora da Justiça


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Na edição de ontem, o Comércio relatou o imbróglio entre a Digibras (fabricante da CCE no Brasil) e o Procon, que aplicou à empresa uma multa de R$ 610 mil por omissão sobre problemas de funcionamento em dois tabletes que, juntos, valiam R$ 663. O consumidor que se sentiu lesado pela empresa é o cuidador de deficiente Flávio Paranhos. Ele procurou pelo jornal e manifestou sua indignação em relação a situação que, segundo ele, ainda não foi resolvida.
 
“Este mês completa um ano que estou sem os tabletes e sem meu dinheiro. Depois que procurei pelo Procon, tivemos duas audiências de conciliação e a advogada da Digibras assinou um documento prometendo o reembolso de R$ 1 mil, mas que não foi feito!” De acordo com ele, o descumprimento acarretou nova ação da Justiça, que espera resolver a situação até fevereiro de 2015. Em nota enviada anteriormente como resposta à primeira reportagem, a Digibras disse que “não se pronunciará sobre a situação”.
 
“Me sinto injustiçado. Se fosse o contrário e eu estivesse devendo, meu nome já estaria no Serviço de Proteção ao Crédito. Parece é que a Justiça só funciona para os grandes”, disse Flávio.

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