O aumento do número de mototaxistas que exercem a atividade de forma ilegal no final do ano já preocupa aqueles profissionais que trabalham dentro da lei. Segundo o presidente do Sindicato dos Mototaxistas e Motofretistas de Franca, Paulo Custódio, o número de clandestinos dobra no último mês do ano devido muitas pessoas aproveitarem as férias de seus serviços regulares para irem em busca de uma renda extra. O problema é que esta ação prejudica os mototaxistas credenciados que, além de pagarem taxas para se manterem regulares, também esperam o ano todo por este período para conseguirem um salário melhor. Com a presença dos clandestinos, acabam tendo que “dividir” os passageiros.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, atualmente há 408 mototaxistas devidamente cadastrados para exercer a atividade. Não foi informada uma estimativa de quantos motociclistas são ilegais. O presidente do Sindicato estima que cerca de 80 profissionais trabalham na clandestinidade. “Não temos 13º salário nem férias, então procuramos trabalhar mais no final do ano para passar um Natal melhor, mas aí nos deparamos com os ‘pescadores de corridas’. Na proximidade do final do ano, que é uma época de férias e o pessoal deixa de trabalhar nas fábricas, o número de clandestinos dobra”, disse Custódio.
Preocupado, o Sindicato pediu apoio da Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania na intensificação das fiscalizações, que são realizadas pela Guarda Civil Municipal. Uma reunião com o secretário da pasta, Sérgio Buranelli, foi realizada na última quarta-feira (12). Segundo o presidente, as ações têm sido focadas, principalmente, em blitz pelas ruas e avenidas da cidade, mas é necessário que alcancem também as agências de mototaxistas.
“Se a fiscalização não bater forte nas agências, esta prática dificilmente vai acabar. Pedimos um apoio da administração municipal no combate aos clandestinos. Afinal isto é papel deles. Nós podemos orientar, mas quem tem que proibir é a Prefeitura, através de uma fiscalização efetiva”, disse o presidente do Sindicato.
Mesmo não reconhecendo falhas nas fiscalizações, Buranelli garantiu que elas serão reforçadas. “Nossa fiscalização não para. Nesta época, os donos de motos acham que se aventurar de mototaxistas pode render alguma coisa, mas se forem pegos terão a moto apreendida, uma multa pesada, além de terem que pagar guincho, estadia e etc. Vamos reforçar sim a fiscalização para evitar o máximo possível dos clandestinos.”
Riscos
Pelos pontos de apoios instalados pela cidade, a reclamação e preocupação com o aumento de clandestinos é unânime. Adriano Silva trabalha como mototaxista há quatro anos e acredita que, além da fiscalização, os passageiros também devem se atentar ao utilizar o serviço. “Estamos preocupados porque prejudica tanto nós como a população. Orientamos que as pessoas confiram se a moto é de placa vermelha e se o mototaxista está devidamente uniformizado. Se preferirem, também podem pedir a credencial com o alvará.”
O mototaxista Igor da Silva Marques também está preocupado. “Final de ano é uma época em que muitas empresas trabalham com entregas e até depósito de dinheiro. É preciso ficar atento porque mototaxistas clandestinos não são pessoas de confiança para fazer este tipo de serviço.”
Segurança
Para conseguir o credenciamento, é necessário que os mototaxistas passem por um curso ministrado pelo Sest/Senat e em seguida apresentem uma série de documentos na Secretaria de Segurança e Cidadania. Só então o cadastro será realizado pelo setor de Transporte Alternativo, que irá autorizar o emplacamento da moto na categoria aluguel (placa vermelha) e expedirá o alvará com validade de seis meses. Ainda assim, uma vistoria é realizada para conferir itens como: seguro obrigatório, touca descartável, capacete branco e colete com numeração da credencial e ainda equipamentos da moto que deverão estar em dia.
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