O vereador Márcio do Flórida (PT), candidato a deputado estadual nas eleições passadas, declarou à Justiça Eleitoral ter gastado R$ 694,9 mil na campanha eleitoral. Foi o segundo que mais investiu entre os 16 que entraram na disputa. Perdeu apenas para Roberto Engler (PSDB), o único eleito.
De acordo com as informações do petista, a maior parte veio das dobradinhas. Márcio se coligou com seis federais diferentes. Só Vanderlei Siraque e Newton Lima repassaram R$ 343 mil. Como se sabe, o retorno não foi o esperado. Márcio teve apenas 9.792 votos, ou seja, cada votinho que recebeu custou R$ 70,97. Com base nos dados oficiais, foi de longe o mais caro entre todos que disputaram a eleição em Franca. Perto do vereador, Roberto Engler gastou uma mixaria para chegar ao sétimo mandado consecutivo como deputado estadual. Cada um dos 122,5 mil votos que recebeu custou R$ 11,81. Ele declarou um gasto de R$ 1.448.168.
Na outra ponta da tabela ficou Tony Hill (PMN), que disse ter gasto R$ 39.863 na campanha, o que equivale a R$ 3 a cada um dos 13.121 votos obtidos. Por curiosidade, fui checar os números de Carlão de Igarapava (PDT), que dobrou com Graciela Ambrósio (PP) e ajudou a bancar a campanha da delegada. Ele declarou à Justiça Eleitoral um gasto de R$ 891.832.67. Obteve 32.570 votos e não se elegeu. Cada voto dele saiu por R$ 27,3. Comparando-se com os candidatos de Franca, apenas Márcio do Flórida diz ter torrado mais dinheiro.
Dois pesos, duas medidas: O prefeito de Barrinha, Mituo Takahashi (PT), conhecido por pintar os prédios públicos da cidade de vermelho, cor adorada pelos petistas, foi expulso do partido após apoiar candidatos do PSDB durante as eleições deste ano, entre eles, Roberto Engler. Segundo o diretório municipal, ele cometeu infidelidade partidária por apoiar uma legenda da oposição. Aqui em Franca, mesmo com o PSDB tendo candidato próprio a federal (Adérmis Marini), o prefeito Alexandre Ferreira fez campanha para Graciela Ambrósio (PP) que todos imaginavam ser sua adversária. Rolou até um churrasquinho na madrugada das eleições. E o presidente do diretório municipal do PSDB não tomou nenhuma providência para reprimir a infidelidade. O presidente é ele.
‘Tendebá’ na casa de leis: O delegado Luiz Carlos da Silva, chefe do 1º Distrito Policial, encaminhou ofício ao presidente da Câmara, Jépy Pereira (PSDB), pedindo para ele apresentar três servidores na delegacia para prestarem depoimento. Há poucos dias, dois deles (o outro é testemunha) ‘truvaram’ nos corredores e por pouco não trocaram tapas. Um dos envolvidos registrou BO afirmando que teria sido chamado de ‘velho doente, aleijado e bandido’.
Agora quero ver, Bahia! Na sessão do dia 14 de outubro, a Câmara aprovou projeto de lei que isenta doadores de sangue do pagamento de taxas de inscrição em concursos públicos realizados pelo município. Autor da proposta, o vereador Josivaldo Bahia (PTB) foi à tribuna e ameaçou o prefeito: “Se não sancionar, vai caçar briga comigo. Chega de vetar os meus projetos”. Prepare-se, Bahia. O veto deu entrada na Câmara no dia 10 e será votado brevemente.
Vai que... A Câmara aprovou moção de congratulações ao farmacêutico e pesquisador Márcio Luís Andrade Silva, pela descoberta do “viagra caipira”. Partiu do Pastor Otávio (PTB) a ideia.
Juro que não entendi: Os vereadores governistas se derreteram em elogios ao prefeito na Câmara, terça-feira. Laercinho (PP) superou a todos: “Xandão quer dizer grande em tudo”.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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