Capotamentos deixam quatro pessoas feridas


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Bombeiros sobem em caminhão virado na Cândido Portinari no final da tarde de ontem
Bombeiros sobem em caminhão virado na Cândido Portinari no final da tarde de ontem
Quatro pessoas ficaram feridas em decorrência de capotamentos registrados ontem em duas rodovias da região. O primeiro desastre ocorreu por volta das 5h30 na rodovia Ronan Rocha, em Itirapuã (SP). Avô e neto foram internados na Santa Casa de Franca após o veículo que ocupavam atropelar um cavalo e capotar. Cerca de 13 horas depois, na rodovia Cândido Portinari, em Cristais Paulista (SP), o motorista de um caminhão que transportava caixas com vasilhames vazios de cerveja capotar em uma curva. Ele e o passageiro ficaram feridos, foram socorridos e internados em um hospital particular de Franca. O tacógrafo do veículo, que passou por perícia no local, apontou que o condutor estava a 110 km/h no momento do acidente e teria aquaplanado em decorrência da pista estar molhada.
 
O acidente na Ronan Rocha ocorreu na altura do km 2 mais 400 metros. O comerciante PAB, 65, residente em Cássia (MG), conduzia um Celta, 2008, prata, acompanhado do neto, estudante de 16 anos, morador em Franca. Os dois seguiam pela pista, sentido Capetinga (MG) a Patrocínio Paulista (SP). Em razão da pouca visibilidade, o comerciante não percebeu um cavalo na pista e o atropelou. Desgovernado, o Celta capotou várias vezes. Avô e neto ficaram feridos. Eles foram socorridos por uma equipe do Samu de Franca e atendidos na Santa Casa de Patrocínio Paulista, de onde seguiram no final da manhã para um hospital (nome não divulgado) de Franca. 
 
Velocidade: 110km/h
Por volta das 18h30 ocorreu outro capotamento. Ele foi registrado no km 418 da Cândido Portinari. O motorista JDD, 35, de Franca, seguia com o caminhão de uma distribuidora de bebidas da cidade, sentido Pedregulho (SP) a Cristais Paulista. Ele estava acompanhado do ajudante de motorista EPF, 42, também morador em Franca. Em um trecho de curva, o condutor perdeu o controle do veículo, convergiu bruscamente para o lado esquerdo, atravessou a pista contrária e capotou além do acostamento. Os dois ficaram feridos, foram socorridos e internados em um hospital particular de Franca.
 
“O acostamento úmido denota que a pista estava molhada no momento do acidente”, disse o perito criminal Sérgio Sichieroli, que realizou a perícia no local ao lado do fotografo André Neves. A informação foi confirmada pelos policiais rodoviários soldados Moreti e Florenço. “Seguíamos no mesmo sentido do caminhão, nos deparamos com o acidente cerca de um minuto depois e de fato não chovia, mas a pista estava bem molhada”, disse Moreti. Um colega do motorista que se feriu vinha logo atrás em outro caminhão e confirmou que o veículo aquaplanou.
 
A limpeza do material que ficou espalhado em um trecho de areia ao lado da pista foi realizada por cerca de 15 funcionários da distribuidora chamados às presas. O local não chegou a ter o trânsito interrompido. Durante a perícia, o soldado Moreti, junto com o perito Sichieroli, conseguiram acessar o tacógrafo do caminhão. No momento do capotamento, o motorista estava a 110 km/h em um trecho onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h. Nenhum representante da distribuidora se manifestou sobre o desastre. 
 
 
Fotos: Adilson Pessoni/Repórter Cidadão

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